Ética na política. Mito ou ainda pode ser uma realidade?


A maior manifestação da sociedade brasileira em clamor da ética na política nacional foi lançada em abril de 2008, por meio da campanha “Ficha Limpa”, movimento que contou com o apoio de quase cinquenta organizações não-governamentais (ONGs). A iniciativa visava elaborar um projeto de lei sobre a vida pregressa dos candidatos, de forma a tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, impedindo que candidatos condenados por vários crimes ou que renunciaram para escapar à cassação pudessem pleitear um cargo. Agora eu te pergunto: que benefícios a validação desta legislação trará ao processo eleitoral brasileiro deste ano? Mesmo esta legislação tendo entrado em vigor no dia 7 de junho de 2010, data de sua publicação no Diário Oficial da União, e somente ser aplicada nas eleições municipais de 2012, até hoje o candidato só pode ser considerado inelegível depois do processo transitado e julgado por um colegiado. Ou seja, um processo que pode demorar anos e fazer com que estes candidatos "ficha suja" consigam cumprir seus mandatos tranquilamente. Uma pena, porque diante da realidade em que temos presos por corrupção pelo menos três ex governadores: Garotinho, Sergio Cabral e a Rosinha que mais uma vez conseguiu voltar para a prisão domiciliar, além do presidente da ALERJ, Jorge Picciani, junto com seu filho, Felipe Picciani, os presidentes das comissões mais importantes da Câmara: justiça e finanças, além de outros 116 condenados e 27 presos por corrupção, segundo últimas informações do G1 de julho de 2017. Se todos estes nunca mais pudessem voltar a assumir cargos públicos seria o mundo ideal. Mas em se tratando de Brasil, acredito que todos estes estão no próximo pleito.  


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