O poder do discurso político


O Discurso persuasivo, assunto no qual vamos tratar agora nada mais é do que a forma mais sedutora do convencimento. E você verá muitos políticos utilizando com excelência. Como identificar o fundo de verdade nestes é a grande questão. Este discurso do convencimento pode ser feito basicamente através das palavras muito bem elaboradas, mas neste contexto não podemos deixar de observar a importância de outros fatores primordiais como os artifícios visuais como roupas, gestos e aparência de um modo em geral. Valeu tudo na arte da sedução. Inclusive a marca do café ou do sapato que vai usar na hora de apresentar-se para o seu público. Mas o fator mais importante de todos, a meu ver é que o orador diga exatamente o que ou ouvinte quer ouvir. Esta é uma das técnicas apresentadas por (Lionel Bellenger. 1987) em seu livro: A Persuasão e suas técnicas. No entanto, o autor vai mais além e destaca os 4 C´s: Credibilidade, Coerência, Consistência e Congruência. Outros fatores também são destacados pelo autor como o jogo dramático, espontaneidade, empatia, matriz de identidade com o público que o aproxime de alguma maneira deste público alvo. A criação do personagem também citado pelo autor, no entanto, já não é visto com bons olhos pela crítica atual, haja vista, que ninguém está blindado, a ponto de conseguir manter esta máscara/personagem, outra técnica utilizada pela técnica do poder de persuasão, por muito tempo. Num tempo de paparazzo e câmeras por todos os lados, fica complicado fazer o personagem do bom moço o tempo todo. Então o melhor é descobrir o público que mais se adeque ao seu estilo de vida e falar diretamente para ele, sempre deixando claro, que as portas estarão abertas para todos que lutam pelo bem comum e que seja bom para todos, mantendo o respeito mútuo. O discurso persuasivo se baseia na amplificação de nossas necessidades, ( Lionel Bellenger . 1987), transformando as pessoas em soldados de nossa causa, como se a causa fosse deles também e será. Outras técnicas apresentadas pelo autor são de suma importância para o discurso persuasivo: o convencimento por meio de provas irrefutáveis, como a lógica dos fatos; depois a comoção, trabalhando neste tópico, a emoção das pessoas. Com isto, deve conseguir transmitir ao público a mesma paixão que sente pela causa e isso pode ser representado por algum relato de experiências próprias, fazendo com que, sua dor se identifique com a dor do outro. Para fechar o ciclo da persuasão, segundo Lionel, mostrar o céu como limite para quem seguir sua ideologia. Já um dos maiores especialistas em persuasão, o psicólogo Robert B. Cialdini defendeu que existem outras seis armas de persuasão: Reciprocidade, Coerência, Aprovação Social, Afinidade, Autoridade, Escassez. Neste caso, as duas últimas acrescentariam à teoria anterior. No caso da autoridade, se utilizam de especialistas para garantir a autoridade no assunto. Ou seja, se um especialista diz, não se discute. Já a escassez estaria ligada diretamente ao marketing de produtos e impõe um medo que se perca o produto por conta de sua escassez no mercado. Este autor conclui ao dizer que: Tais características da persuasão mesmo sendo utilizadas juntas ou separadas, já seriam suficientes para persuadir. Os sofistas também se destacaram na técnica da persuasão como mestres da retórica e da oratória. Eles acreditavam na verdade múltipla. O mais conhecido sofista foi Protágoras de Abdera. (c. 490-421 a.C.) . Ele pensava que “O homem é a medida de todas as coisas, das que são como são e das que não são como não são”. Isso significa, em outras palavras, que se uma pessoa pensa que uma coisa é verdade, tal coisa é a verdade para ela. Ou seja, a verdade é subjetiva e relativa, não objetiva e absoluta. No entanto, a Antilógica de Protágoras também pode ser apresenta como uma boa técnica de preparação de discurso porque ao conhecer profundamente os dois lados do discurso fica mais fácil defender bem qualquer posição. Protágoras foi um dos mais importantes sofistas. Aristóteles, por exemplo, definiu o sofística como "a sabedoria (sapientia) aparente, mas não real”. Ou seja, ela pode ser relativa e mutável e tinha como adversários teóricos, Platão e Aristóteles. Aristóteles definia os sofistas como sapientes na arte de transformar a mentira em uma falsa verdade de acordo com suas necessidades de convencimento. Penso que a pessoa que deseja dominar a arte do discurso precise ler estes filósofos, mesmo no caso dos sofistas, que não são considerados uma escola filosófica, mas Platão, por exemplo, nos oferece uma gama de conselhos muito pertinentes como o mito da caverna e seus adereços e que vai nos dizer que somente através do conhecimento poderemos dominar qualquer coisa, sem nos deixar levar por teorias que já venham prontas para serem consumidas. Analisando o mito da caverna, Platão nos mostra que somos como os prisioneiros, vivendo num mundo das sombras em completa ignorância e ilusão. Porém, através de uma força, a curiosidade, podemos conhecer as coisas, os objetos sensíveis. Claro que toda curiosidade tem seus riscos e no caso do homem que resolveu voltar para a caverna para tentar libertar seus colegas e acabou assassinado por eles, por acharem se tratar de um monstro do mundo moderno. Aliás, isso já acontece com muitos estudiosos que foram além do seu tempo, mas isso também não deve nos desanimar de continuar a desbravar a vida e seus mistérios. Porque como disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.


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