Comitê Internacional da Saúde de Cuba aprova pesquisas de moradora da Baixada Fluminense


O Comitê Científico da Convenção Internacional da Saúde de Cuba aprovou, em janeiro, dois trabalhos científicos da moradora da Baixada Fluminense Danúbiah Mendes, 29 anos. Pesquisadora na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e estudante do 10º período de Psicologia, ela comemora a expressiva conquista internacional. “O meu sentimento é de muita alegria acompanhado pela sensação de estar no caminho certo”, conta, com um largo sorriso, a moradora de São João de Meriti. As pesquisas “Saúde Mental, Retrocessos e Impasses: desafios para a Reforma Psiquiátrica Brasileira” e “Educação Profissional em Saúde e Saúde Mental: a experiência do Curso de Qualificação Técnica em Saúde Mental da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz-RJ” passaram pela avaliação de pesquisadores doutores. “Um dos primeiro critérios para participar deste evento é ter um trabalho aprovado pelo Comitê Científico da Convenção Internacional de Saúde de Cuba, este processo de avaliação requer o envio do texto completo, contendo: o resumo, introdução, objetivo, materiais e métodos, resultados, conclusões e referências bibliográficas, para, que seja avaliado e selecionado se estiver de acordo com a temática do eixo escolhido”, explica a pesquisadora Mendes. A jovem pesquisadora explica que o objetivo do trabalho “Saúde Mental, Retrocessos e Impasses: desafios para a Reforma Psiquiátrica Brasileira” é apresentar, através de pesquisa documental, uma revisão bibliográfica da atual conjuntura da Saúde Mental no Brasil. “A ideia é provocar uma reflexão sobre a relação das temáticas da privatização, da internação compulsória e das comunidades terapêuticas com as categorias impasse e retrocesso no contexto da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB)”, esclarece. Segundo Mendes, os resultados contextualizam avanços e apontam como impasses a privatização da saúde para a implementação e fortalecimento dos dispositivos da RPB. “O resultado são retrocessos de práticas que retomam ao modelo manicomial presentes na internação compulsória e nas comunidades terapêuticas, típicas do século XX”, alerta. Já o trabalho que aborda a Educação Profissional em Saúde e Saúde Mental, de acordo com a pesquisadora, visa discutir o papel estratégico da Educação Profissional em Saúde para a formação dos trabalhadores com escolarização de nível médio, bem como para a sustentabilidade dos projetos de Desinstitucionalização em Saúde Mental. Mendes comenta que este trabalho é resultado do contato iniciado em 2013 com o universo da pesquisa e como aluna do Curso de Especialização Técnica de Nível Médio em Saúde Mental. “É importante ressaltar que este curso foi o nosso campo de pesquisa, e, que neste trabalho apresentamos o impacto deste processo formativo no perfil e na prática dos alunos egressos das turmas de 2009 a 2013”, afirma. Questionada sobre a importância das suas conquistas para a Baixada Fluminense, a pesquisadora foi cirúrgica. “Todo homem é dotado de intelecto! O que prova que não é o espaço geográfico que vai definir sua capacidade intelectual, mas sim, a compreensão que este fará do seu território diante das oportunidades que lhe são oferecidas”, filosofa. Para a premiada, as conquistas dela podem atuar como elemento para incentivar novos alunos a aproveitar a oportunidade de divulgar sua pesquisa, seu trabalho acadêmico. “Vejo como um legado que precisamos deixar para a nossa sociedade”, afirma com fé, dedicação e esperança. O desafio atual de Mendes não são as oito horas por dia dedicadas ao estudo, mas, sim, viajar a Cuba, em abril, e apresentar os trabalhos. Aí você pergunta qual seria o impedimento, certo? “O recurso financeiro necessário para viabilizar a viagem para Cuba. Não é simples Viajar para fora do Brasil, porque demanda um investimento bem alto, cerca de R$ 8 mil”, disse a pesquisadora, que já apresentou trabalho em vários Estados do Brasil com recursos próprios e com o apoio da família e da instituição de ensino em que estuda. Outra conquista de Danúbiah Mendes foi vencer a edição 2016 do concurso Margarete de Paiva Simões Ferreira, do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. 


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