Hoje também é o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial


Quem nunca teve uma atitude racista que jogue a primeira pedra. Um ditado antigo, dito por Cristo há mais de três mil anos e que ainda serve para os dias atuais. Quem não fica com medo de ser assaltado quando vê um jovem negro de bermuda e chinelo andando na rua, mas quando vê um jovem branco e bem vestido até cumprimenta achando ser cidadão de bem. Por pensarem assim, muitos já foram surpreendidos com uma arma na testa em um país que tem mais de 80 milhões de negros, o que representa mais da metade de sua população. O Dia 21 de março foi instituído pela ONU - Organização das Nações Unidades como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, em homenagem ao massacre de Shaperville em 1960 e que serve de exemplo até os dias atuais, principalmente num país em que os negros para serem bem tratados precisam estar bem vestidos, como se a roupa ou o status social fosse um passaporte para a sociedade.

Infelizmente essa é uma realidade, conta o diretor de comunicação Ailton do Amaral. “Sempre andei de terno, gravata e pasta na mão e era chamado de doutor e era levado direto ao gerente quando entrava em agências bancárias. O mesmo não acontecia nos meus dias de havaianas nos pés. Eu é que tinha que dar lugar para os "doutores na fila do banco. Infelizmente somos tratados de acordo com a roupa que nos vestimos, para dizer o mínimo”, lembra.

Um massacre que ficou marcado na história

No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. No bairro de Shaperville, os manifestantes se depararam com tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville. Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

O Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial diz o seguinte: “Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública”

Dentro das favelas e até cadeias, a maioria da população é negra e não é por conta de sua tendência ao crime, como pensam os racistas, mas pelo fato de a maioria da população ser negra e pobre e ter de viver em morros e favelas, lembra o líder espiritual Fabrícius Caravana. “Em nossa casa, a maioria dos membros são negros ou oriundos. Aqui tudo começou dentro de uma fazenda com negros que tinham sido escravizados”, Lembrou, Fabrícius Caravana, que lidera a Cabana de Pai Fabrício, uma casa com 104 anos em Queimados, Baixada Fluminense, RJ.

Fabrícius destaca ainda, que o preconceito racial não é uma prática só de brasileiros. “Infelizmente é uma manifestação global, dividindo o povo por cores de pele e por níveis sociais. No Brasil vivenciamos isso, ainda como resquícios da época da escravatura, onde não conseguimos até hoje concretizar a abolição socialmente. Pois tudo ligado aos " negros", descendentes de africanos, são motivos para a discriminação racial e social. Hoje é uma data, praticada no mundo inteiro, que deveríamos vivenciá-la diariamente no combate dessa prática, que na verdade, o racismo ou a discriminação como um todo, é uma agressão a própria humanidade”, destacou.

Para Paulo Romeu Ramos, do Grupo Afro-Sul, as novas gerações já têm uma visão mais aberta em relação ao tema. “As pessoas mudaram, o que falta mudar são as tradições e as ações governamentais”, afirma Paulo. O Grupo Afro-Sul é uma ONG de Porto Alegre, promove a cultura negra em todos os seus aspectos.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – em seu relatório anual, “para conseguir romper o preconceito racial, o movimento negro brasileiro precisa criar alianças e falar para todo o país, inclusive para os brancos. Essa é a única maneira de mudar uma mentalidade forjada durante quase cinco séculos de discriminação”.

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