Baixada Fluminense ganha o título de Baixada Verde


Região abrange, um terço de território verde conservado, segundos dados oficiais do Estado.

O que existe entre a Região Serrana do Rio e a Costa verde? Uma região com exuberante mata atlântica, muitas nascentes de água limpa e potável, animais raros no mundo e que só existem nesta região além de muita história para contar. Este é objetivo do projeto “Baixada Verde”, uma iniciativa do Fórum Regional de Turismo da Baixada Verde em conjunto com a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro e o Sebrae/RJ para mostrar uma Baixada Fluminense que ainda não foi revelada. O projeto irá atender 10 dos 13 municípios que compõem a região.

A Baixada Verde é composta pelos municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Seropédica. Os municípios originais da Baixada Fluminense ainda incluem Guapimirim, Itaguaí e Paracambi, que estão respectivamente incorporados às Regiões Turísticas da Serra Verde Imperial, Costa Verde e Vale do Café, conforme suas características e vocações.

O projeto “Baixada Verde” foi pensado em função destes municípios abrigarem extensas áreas naturais preservadas conforme estudo realizado recentemente pela Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro. Dados coletados informam que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro mantém 36,27% de seu território verde conservado. E somente a área da Baixada Fluminense abriga cerca de um terço desse território, o que em muito influenciou a iniciativa de batizá-la com tal nome. Nas áreas naturais preservadas são encontrados parques, reservas ambientais e estações ecológicas que apresentam um forte potencial turístico.

Para o prefeito de Magé, Rafael Tubarão, a região pode ajudar o Estado a sair da crise econômica. “ Temos um potencial turístico muito grande nesta região que ainda não foi revelado. Há pouco tempo, Magé entrou para o circuito turístico do Rio e no entanto, temos a 5ª beleza natural do Brasil aqui, representada pela nossa cachoeira Véu de Noiva. Este projeto irá valorizar muito nossa região e mostrar que através do turismo, seja ele de negócios, gastronômico, ecológico, entre outros, também podemos ajudar a alavancar a economia do Estado, basta que o poder público olhe para o lado de cá um pouco. Temos um paraíso que ainda não foi revelado,” enfatizou o prefeito.

Mirian Rodrigues, da superintendência de turismo de São João de Meriti, destacou a importância desta ação conjunta dos 10 municípios para alavancar a região turisticamente. “Minha cidade pode não ter as belezas naturais das outras, mas nosso turismo de negócios, gastronômico e hoteleira é bem forte e juntos podemos atrair turistas para a região como um todo.

Gestores reclamam que projeto estratégico criado pelo Estado não foi apresentado previamente para as cidades

As cidades da Baixada receberam o projeto “Baixada Verde” com muito entusiasmo, no entanto, os gestores reclamam que tanto a elaboração do mesmo, quanto a apresentação não foram bem conduzidas, conta o secretário de Cultura e Turismo de Queimados, Marcelo Lessa. “Só conhecemos o projeto estratégico no dia do lançamento e nem fomos convidados para sentar à mesa de debates. Uma falta de respeito com nossos gestores. Outro equívoco foi lançar um projeto da Baixada e para a Baixada, no Centro do Rio, com tantos espaços apropriados na própria região”, contou indignado.

Sua fala é uníssona com a dos outros gestores que resolveram então lançar novamente o projeto na Baixada para os moradores e empresários da região na última segunda, 9 de abril em Magé.

O Planejamento Estratégico da Região Turística da Baixada Verde definiu cinco eixos estratégicos e 61 ações pautadas sob a análise de cenários e tendências, os quais procuraram manter a interação das diversas dimensões em prol do alcance da visão proposta. (Foto Lessa na frente do secretário de Magé, Wagner dos Santos)

Os desafios da Baixada Verde

A região da Baixada Fluminense é uma das mais importantes do estado por ser cortada por importantes rodovias do País e pela pouca distância que tem em relação à capital fluminense, porta de entrada de turistas, o que facilita o acesso dos visitantes, além do fato de contar atualmente com uma rede hoteleira.No entanto, para que a região possa competir num mercado global, será preciso acima de tudo, de um planejamento estratégico de ações de modo a criar produtos turísticos e serviços com maior valor agregado para os atuais e potenciais turistas, de modo que os destinos e as suas comunidades recebam benefícios econômicos e sociais.

-Mesmo diante de tanta riqueza cultural, com um vasto patrimônio de valores naturais, culturais, históricos, econômicos, humanos e sociais, A Baixada Fluminense vem sofrendo enfrentando o imenso desafio de superar suas dificuldades e limitações e converter-se não apenas numa região materialmente rica, mas sobretudo numa região na qual prevaleçam a justiça social, a igualdade humana com oportunidades para todos e a melhoria da qualidade de vida para toda a população, destaca o Fórum Cultural da Baixada.

O Mapa das Regiões Turísticas do Rio de Janeiro

Segundo estudos do Plano Estratégico desenvolvido pela Secretaria Estadual de Turismo, com base em informações oficiais do Ministério do Turismo, o mapa do turismo do Rio de Janeiro cresceu. Em comparação a 2016, o estado inseriu 20 municípios e excluiu dois no mapa, passando de 71 para 89 cidades com vocação turística, distribuídas em 12 regiões. O levantamento completo do Mapa do Turismo Brasileiro divulgado pelo Ministério do Turismo em setembro de 2017, mostrou que em todo o País, foram listados 3.285 municípios em 328 regiões turísticas, ocorrendo um crescimento exponencial em relação ao Mapa de 2016, quando foram registradas 2.175 cidades em 291 regiões.

Categorização dos Municípios do Rio de Janeiro

De acordo com o mais recente mapa, 45 municípios estão nas categorias A, B e C, que são aqueles que concentram o fluxo de turistas domésticos e internacionais. Como exemplo, temos destinos como Angra dos Reis, Armação dos Búzios, Paraty, Petrópolis e Rio de Janeiro. Os demais municípios figuram nas categorias D e E. Estes destinos não possuem fluxo turístico nacional e internacional expressivo, no entanto, alguns possuem papel importante no fluxo turístico regional e precisam de apoio para a geração e formalização de empregos e estabelecimentos de hospedagem.

Os municípios da Baixada Verde estão assim categorizados:

Dados socioeconômicos da Baixada Verde

População: A Baixada Verde está inserida na região política da Baixada Fluminense que possui 23% do total da população do Estado do Rio de Janeiro (ERJ). Sua densidade demográfica é a maior do estado, inferior apenas à da cidade do Rio de Janeiro (5.266 hab./km2). Na Baixada Fluminense, os municípios com as maiores densidades populacionais são: São João de Meriti (13.025 hab./km2), que possui a maior densidade do estado e a maior densidade do país, seguido por Nilópolis (8.118hab./km2), Belford Roxo (6.031hab./km2) e Mesquita (4.310hab./km2). Seropédica (276 hab./km2) e Guapimirim (143 hab./km2) possuem as menores densidades da região.

Estrutura etária da população

A distribuição da população por faixa etária na Baixada Fluminense apresenta um percentual maior do que o do Estado do Rio de Janeiro nas duas faixas mais jovens, especialmente de 0 a 14 anos. 0 contrário acontece com a população de 50 a 59 anos e com 60 anos ou mais, que são superiores no Estado do Rio de Janeiro. Na Baixada Fluminense, Japeri possui o percentual mais elevado de menores de 20 anos (36%). Na faixa entre 0 a 14 anos, Guapimirim e Magé Paracambi apresentam a maior participação da região, com (25%).

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)

Em 2010, Japeri foi o único município a continuar com um IDHM inferior ao apresentado pelo estado em 2000. Nenhum município ficou na faixa de desenvolvimento baixo em 2010, resultado muito positivo se comparado ao de 2000, quando havia oito deles. Entre os que possuíam IDHM baixo, Itaguaí, Nova Iguaçu, Seropédica e Magé saltaram direto para a faixa de desenvolvimento alto. Nilópolis apresenta o melhor IDHM (0,753); e o segundo melhor IDHM encontra-se em São João de Meriti (0,719). 7 Todos os dados referentes ao IDHM deste documento são de 2010, data da última apuração.

Na Baixada Fluminense, Itaguaí e Seropédica se destacam pela mudança na posição do ranking do IDHM, subindo 21 e 19 posições, respectivamente. Já Nilópolis caiu de posição no ranking do IDHM, passando da 6ª para a 9ª posição, porém apresenta o menor percentual de pobres (23,3%) e a maior renda domiciliar per capita da região (R$ 716).

Itaguaí é o município com o maior PIB per capita (17º no ERJ). Em Queimados, encontra-se o menor coeficiente de Gini (0,462), contudo mais de um terço de sua população é pobre e a renda domiciliar per capita é baixa (R$ 455). No entanto, é em Japeri que os indicadores são mais problemáticos: seu PIB per capita é o 86º do estado, possuindo um altíssimo percentual de pobres (45,9%) e renda domiciliar per capita de apenas R$ 378, a penúltima no ERJ.

Magé passou da 67ª posição no ranking do IDHM para a 51ª, em 2010. Seu percentual de pobres é o mais alto (34,8%), um pouco acima do de Guapimirim (34,1%). Duque de Caxias obteve o maior PIB per capita da Baixada (R$ 30.922), superior a média do estado. São João de Meriti, por sua vez, exibe o menor percentual de pobres (29,4%) e o menor coeficiente de Gini (0,463).

Rendimento mensal por domicílio

A percentagem de domicílios com rendimento mensal superior a cinco salários mínimos (SM) no Estado do Rio de Janeiro é quase duas vezes maior do que o da Baixada. Entre as regiões, esse percentual é o mesmo. Japeri e Magé apresentam os menores percentuais de domicílios com rendimento superior a 5 SM em cada região (7% e 12%, respectivamente). Em Japeri, mais de 50% dos domicílios estão na classe de rendimento com até 2 SM, enquanto em Magé essa percentagem é de 47%. Os municípios com maiores percentuais de domicílios com rendimento superior a 5 SM são Nilópolis (22%) e São João de Meriti (14%). Esses dois municípios também apresentam os percentuais mais elevados na classe rendimento entre 2 a 5 SM (39% em ambos).

Atividade econômica e PIB

Na Baixada, a participação do setor de serviços e comércio em Itaguaí é bem alta (59%); na indústria, o maior percentual encontra-se em Queimados (31%). Em São João de Meriti, o setor de serviços e comércio é responsável por 56% do valor adicionado bruto. Em Magé e Guapimirim, a concentração está na administração pública (43% e 46%, respectivamente), demonstrando que a economia nesses municípios ainda é pouco desenvolvida. Duque de Caxias é o município com maior participação da indústria (33%), inclusive entre os municípios da Baixada, o que pode ser atribuído ao papel do petróleo na sua economia. A taxa de crescimento do PIB na Baixada Fluminense entre 2010 e 2011 foi negativa (-2% e -2,6%, respectivamente), enquanto no ERJ foi de 6,1%.

O maior PIB é o de Nova Iguaçu, que ficou praticamente estagnado no período, assim como em Nilópolis. Os municípios da região que apresentaram crescimento foram Belford Roxo (2,5%), Seropédica (4,1%) e Queimados (5%). Destaca-se a alta retração de Itaguaí (-16,9%).

São João de Meriti foi o município que apresentou a maior taxa de crescimento (12%), seguido de Magé (5,6%). Já Duque de Caxias, que possui o maior PIB das duas regiões, decresceu -5,9%.

Dados fiscais:

Ainda sobre o levantamento econômico feito pelo Plano Estratégico de ação “Baixada Verde”, na Baixada Fluminense, Nova Iguaçu possui a receita e a despesa totais mais altas da região, respectivamente, R$ 848 e R$ 845. No entanto, são inferiores às de Duque de Caxias, onde a receita total é de R$ 1.568 e a despesa total, de R$ 1.754. Esses dois municípios caem muito nos rankings per capita por conta de sua numerosa população, em especial Nova Iguaçu. Duque de Caxias apresenta o maior grau de autonomia financeira (18,1%), ocupando a 15ª posição no ERJ. Itaguaí, possui o mais elevado grau de autonomia financeira (66,3%) do estado. Os percentuais mais baixos estão: em Japeri (4,7%) e Paracambi (8,3%); Magé (7,5%) e Guapimirim (8%).

Royalties do petróleo

Em relação aos royalties do petróleo nos municípios da Baixada Fluminense, Nova Iguaçu e Duque de Caxias recebem os maiores volumes, sendo que o último é o 9º maior do estado. O município, porém, possui o menor valor de royalties per capita, mais uma vez devido ao grande número de residentes. Também apresenta a menor proporção dos royalties na receita total. O alto valor recebido evidencia sua grande capacidade de arrecadação.

Nessa região, o município que possui os maiores royalties per capita é Paracambi. Já pela relação dos royalties per capita, o maior valor fica com Guapimirim; e o menor, com São João de Meriti. Na região, a maior proporção de royalties na receita reside em Guapimirim, e ela é altíssima (35%), indicando a importância dessa rubrica para as contas do municí- pio. Magé também apresenta uma proporção significativa de royalties na receita: 15%.

Conheça um pouco de cada município da Baixada Verde

Belford Roxo

Fundado em 3 de abril de 1990, o município de Belford Roxo faz parte da mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 481.017 habitantes. Possui área territorial de cerca de 79 km² e faz divisa com Mesquita, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti. A distância até o Rio de Janeiro é de 28 quilômetros.

História

O município teve origem quando o então governador do Rio de Janeiro Cristóvão de Barros concede ao Capitão Belchior de Azeredo uma sesmaria às margens do Rio Sarapuí, na antiga aldeia dos índios Jacutingas, local onde ele funda o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga. Na segunda metade do século XIX, a expansão urbana se deu com a implantação das ferrovias. A venda de terras, outrora fazendas, retalhadas em lotes e vendidas a preços baixos para moradia ou transformadas em sítios para o plantio de laranjais, foi estimulada pelo governo.

Em 1888, uma grande estiagem arrasava a Baixada Fluminense. A proposta de sucesso para solucionar o problema foi a do engenheiro Paulo de Frontin, que se comprometeu a captar 15 milhões de litros de água para a corte – que também passava por estiagem – em apenas seis dias. O feito ficou conhecido como “milagre das águas”. O engenheiro tinha um grande amigo e colaborador, o também engenheiro Raimundo Teixeira Belfort Roxo. Em homenagem a esse ilustre engenheiro, falecido um ano após o “milagre”, o local depois de se chamar Santo Antônio de Jacutinga, Ipueras e Calhamaço Brejo, passou a se chamar Belford Roxo.

Em 1958, na época de efervescência da industrialização, o município tem a inauguração do complexo industrial da Bayer, que fornecia produtos com realçada importância para a indústria e agricultura brasileira, como a produção de anilinas, inseticidas, formicidas, além de produtos intermediários para as indústrias de papel, couro e farmacêuticas. A emancipação municipal ocorreu somente em 1993, com seu desmembramento do Município de Nova Iguaçu. Belford Roxo cresceu muito rapidamente, e por ser um município pequeno em área, divide com São João de Meriti o título de “Formigueiro humano”.

Dados do município

O IDHM de Belford Roxo é 0,684, o que situa esse município na faixa de desenvolvimento humano médio. Belford Roxo ocupa a 2.332ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. Nesse ranking, o maior IDHM é 0,862, em São Caetano do Sul (SP) e o menor é 0,418, em Melgaço (PA). A renda per capita média de Belford Roxo cresceu 80,95% nas últimas duas décadas, passando de R$ 271,63, em 1991, para R$ 378,74, em 2000, e para R$ 491,51, em 2010.

Turísmo


Bica da Mulata - A Bica da Mulata foi instalada na Praça Getúlio Vargas, no centro da cidade, em 1995, porém a escultura que a adorna é bem mais antiga. Segundo o Centro de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Belford Roxo, trata-se de uma das 182 esculturas trazidas da França pelo imperador Dom Pedro II. Centro Cultural Donana - Reinaugurado em 2009, o espaço bem alternativo é referência cultural em Belford Roxo. Promove oficinas, debates, palestras, apresentações musicais e exibição de filmes em um cineclube. Há exposição permanente de trabalhos de artistas da Baixada Fluminense, além de uma mostra sobre as trajetórias de bandas e músicos que nasceram no “quintal de casa”.

Casa da Cultura Belford Roxo - Além de um amplo espaço para exposições, a Casa promove sessões de cinema, peças de teatro, rodas de leitura, encontros poéticos e shows. Lá funciona o Cine Teatro Geraldo Casé, com 300 lugares, e possui ainda uma biblioteca e uma programação de cursos e oficinas que incluem desenho, teatro, pintura, canto e teoria musical.

Ponto de Cultura Beleza Negra - A Associação oferece cursos de dança de matriz africana, como o candomblé e dança afro, curso de amarração de tecidos, vestimentas africanas e culinária. O Ponto de Cultura Beleza Negra tem programação fixa aos sábados, com apresentações de percussão, dança, hip hop e rodas de conversa.

Associação de Capoeira Palmares - Um terreiro grande, de terra batida, onde a capoeira, o maculelê, a puxada de rede, o jongo, a folia de reis e a roda de samba têm vez e convivem harmoniosamente. A Associação oferece cursos e oficinas.

Duque de Caxias

Fundado em 31 de dezembro de 1943, o município de Duque de Caxias faz parte da mesorregião metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 858.048 mil habitantes. Possui área territorial de 464,573 km² e faz divisa com Belford Roxo, Rio de Janeiro, Magé, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Petrópolis e São João de Meriti. A distância até o Rio de Janeiro é de 15 quilômetros.

Histórico

O povoamento da região data do século XVI, quando foram doadas sesmarias da capitania do Rio de Janeiro. A atividade econômica que ensejou a ocupação do local foi a de cultivo da cana-de-açúcar. O milho, o feijão e o arroz tornaram-se também importantes produtos auxiliares durante esse período. Nos séculos XVII e XVIII, a divisão administrativa de Iguaçu seguia critérios eclesiásticos, ou seja, a igreja matriz assumia a responsabilidade jurídica e religiosa, administrando as capelas secundárias: as freguesias. Sendo assim, parte do território onde hoje se localiza Duque de Caxias, incluindo a freguesia de Meriti, pertenciam a Iguaçu.

A região tornou-se importante ponto de passagem das riquezas vindas do interior: o ouro das Minas Gerais, que chegou a representar cerca de 70% de toda a economia brasileira nessa época. No início do século XX, as terras da Baixada serviam para aliviar as pressões demográficas da cidade do Rio de Janeiro. Com o rápido crescimento populacional, houve o fracionamento e o loteamento das antigas propriedades rurais, improdutivas naquele momento.

No governo de Nilo Peçanha, Meriti teve uma tímida melhoria na área do saneamento básico, contando, inclusive, com a chegada, em 1916, da água encanada, na atual Praça do Pacificador. Mas a região teve real avanço no governo de Getúlio Vargas, que criou a Comissão de Saneamento da Baixada Fluminense. Em 1924, instalou-se a primeira rede elétrica no município e com a abertura da Rodovia Rio-Petrópolis, em 1928, Meriti voltou a prosperar. Inúmeras empresas compraram terrenos e se instalaram na região devido à proximidade com o Rio de Janeiro. Em 1931, foi criado o Distrito de Caxias, com sede na antiga Estação de Meriti, pertencente ao então Município de Nova Iguaçu.

Em 1943, elevou-se à categoria de município, recebendo o nome de Duque de Caxias. A emancipação de Caxias do Município de Nova Iguaçu ocorreu em 1943. Dados do município O IDHM de Duque de Caxias é de 0,711, colocando o município na faixa de desenvolvimento humano alto. Duque de Caxias ocupa a 1.574ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de Duque de Caxias cresceu 72,54% nas últimas duas décadas, passando de R$ 343,58, em 1991, para R$ 463,23, em 2000, e para R$ 592,81, em 2010.

Turísmo

Museu Vivo de São Bento - Abriga a Fundação Educacional de Duque de Caxias, a fazenda e a capela de São Bento, e um sítio arqueológico com sambaquis. Reconhecido como patrimônio material pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan), o Museu Vivo de São Bento é o primeiro do gênero na Baixada Fluminense e tem uma área total de 102 km².

Centro Cultural Oscar Niemeyer

Inaugurada em 2004, a biblioteca do centro ocupa dois andares e tem área exclusiva para o público infanto-juvenil. Já o Teatro Raul Cortez tem 425 lugares. É o espaço das grandes peças que chegam à cidade. Com instalações modernas, o Teatro Raul Cortez conta também com projetor para exibição de filmes. Museu Histórico do Duque de Caxias e da Taquara - O museu funciona na antiga Fazenda São Paulo, hoje Taquara, onde o Duque de Caxias nasceu. Sob a chancela da prefeitura, desde 1994 o espaço abriga peças e armas de época, algumas usadas pelo marechal. Museu Ciência e Vida - O Museu tem espaço para três exposições distribuídas por quatro pavimentos. As mostras temporárias sobre anatomia, meio ambiente, energia e temas afins, procuram aliar a experiência interativa com o conhecimento. O museu possui um planetário de oito metros de diâmetro, com capacidade para 52 pessoas por sessão.

G.R.E.S. Acadêmicos da Grande Rio

A partir da fusão com a Acadêmicos de Caxias em 1988, surgiu a única escola representante do município no desfile da Avenida Marquês 30 31 Plano Estratégico da Região Turística – Baixada Verde Plano Estratégico da Região Turística – Baixada Verde de Sapucaí, no Rio. Já em 1989, na sua estreia, subiu para o Grupo de Acesso A. Foi Estandarte de Ouro de Enredo, em 1994; Revelação e Bateria, em 1996, 1999 e 2005; e Passista Masculino, em 2001 e 2002. A Grande Rio sonha com o título maior.

Japeri

Fundado em 30 de junho de 1991, o Município de Japeri faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, tem população estimada em 95.492 habitantes. Possui área territorial de 82,7 km² e faz divisa com Paracambi, Seropédica, Queimados, Miguel Pereira e Nova Iguaçu. A distância até o Rio de Janeiro é de 70 quilômetros.

Histórico

Antes de se chamar Japeri, as terras onde hoje fica localizado o município eram inicialmente conhecidas como Engenho de Pedro Dias e, logo em seguida, como Belém, e faziam parte da grande sesmaria de quatro léguas contíguas e contínuas, na freguesia da Sacra Família do Caminho Novo do Tinguá. O primeiro núcleo de povoamento na área formou-se ao redor da capela dedicada ao culto de N. Sra. De Belém e Menino Deus. Os trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II foram inaugurados em 1858.

O governo provincial, para melhor atender à população local, inaugurou em 1872, a primeira escola primária da então Belém. Dez anos depois, o local já despontava como um promissor núcleo populacional do município de Nova Iguaçu. Em 1952, a área foi elevada à condição de distrito, ganhando finalmente o nome de Japeri. Mas, segundo dados do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, o nome Japeri surgiu a partir de janeiro de 1947, dado pelos bandeirantes paulistas, responsáveis por sua fundação e que permaneceram em seu território por quase dois séculos. Com mais de 100 mil habitantes, Japeri emancipa-se de Nova Iguaçu em 1991.

Dados socioeconômicos do município

O IDHM de Japeri é de 0,659, o que situa esse município na faixa de desenvolvimento humano médio. Japeri ocupa a 2.924ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. Nesse ranking, o maior IDHM é 0,862, em São Caetano do Sul (SP) e o menor é 0,418, em Melgaço (PA). A renda per capita média de Japeri cresceu 78,71% nas últimas duas décadas, passando de R$ 235,10, em 1991, para R$ 327,80, em 2000, e para R$ 420,15, em 2010.

Turísmo

Estação de Trem

A estação ferroviária de Japeri é histórica: faz parte da primeira linha construí- da pela Estrada de Ferro Dom Pedro II que, em 1889, foi rebatizada para Estrada de Ferro Central do Brasil. O primeiro trecho foi entregue em 1858, saindo da Central do Brasil até Japeri. O prédio mais antigo da estação foi construído com material importado da Inglaterra.

Praça Olavo Bilac

É onde se concentram algumas atividades culturais no Distrito de Engenheiro Pedreira, como exibição de filmes, peças, entre outras atrações. Localizada no centro comercial do importante distrito, a praça conta com mesas para jogos, bancos, quiosques do comércio local e banheiros, além de um monumento à Bíblia. No projeto paisagístico, espécies nativas da Mata Atlântica integram o jardim.

Centro Cultural Deputado Luiz Eduardo Maron de Magalhães

O local é responsável pela administração da Sala Popular de Cinema Anselmo Duarte, pela Biblioteca Municipal Carlos de Souza, no Centro da cidade, e ainda pela biblioteca no próprio centro cultural, com cinco mil livros, de literatura a obras didáticas. Com aulas de grafite, dezenas de crianças já pintaram réplicas de obras de arte e pontos turísticos de Japeri, como o Pico da Coragem.

Sala Popular de Cinema Anselmo Duarte

Com 80 lugares e 72 títulos, a sala serve de palco para as reuniões do Cineclube Guandu, projeto de oficina de cinema. Biblioteca Pública Municipal Carlos de Souza - Tem cerca de 3 mil livros de gêneros variados no acervo. Além do empréstimo de livros e de contar com espaço para pesquisa, desde 2012 abriga um Tele Centro Comunitário.

Magé

Fundado em 9 de junho de 1565, o Município de Magé faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 227.322 habitantes. Possui área territorial de 387,61 km² e limita-se ao norte, com Petrópolis; a oeste, com Duque de Caxias; a leste, com o município de Guapimirim; e ao sul, com a Baía de Guanabara. A distância até o Rio de Janeiro é de 50 quilômetros.

Histórico

Em Magé, antes cognominado como o “Portal da Glória”, deram-se as grandes penetrações que desbravaram o estado até as Minas Gerais e o interior do Brasil, através de quatro dos cinco caminhos para as Gerais e o interior. Magé possui ainda um dos portos mais movimentados da época do Brasil Colônia e Império, o Porto da Estrela, pelo qual escoavam para Portugal os tesouros oriundos das Gerais, que vinham pelo Variante de Proença ou Caminho Novo das Gerais, aberto em 1723, por Bernardo Soares de Proença.

O atual município tem origem no povoado de Majepemirim, fundado em 1565 por colonos portugueses. Em 1696, foi criada a freguesia e em 1789, o conselho com a designação atual. A vila foi elevada a cidade em 1857. Durante a monarquia, foi criado o baronato de Magé, em 1810. Este foi elevado a viscondado, em 1811. Em 1696, a freguesia foi criada com a denominação de Magé. Elevado à categoria de vila com a mesma denominação, em 1789, seu território foi constituído com terras desmembradas do Município de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive ilhas do pequeno arquipélago de Paquetá.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Magé por efeito da Lei ou Decreto Provincial 965, de 2 de outubro de 1857. Em divisão administrativa, ocorrida em 1911, o município aparece constituído de seis distritos: Magé, Guapimirim, Guia de Pacobaíba, Inhomirim, Santo Aleixo e Suruí. Em 1990, o distrito de Guapimirim foi elevado à categoria de município.

Dados do município

O IDHM de Magé é de 0,709, situando o município na faixa de desenvolvimento humano alto. Magé ocupa a 1.638ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de Magé cresceu 115,14% nas últimas duas décadas, passando de R$ 263,82, em 1991, para R$ 428,24, em 2000, e para R$ 567,59, em 2010.

Turísmo

Caminho do Ouro

Trata-se de uma trilha de pedras construída em 1724, na Serra dos Órgãos, pelos escravos do fazendeiro Bernardo Soares de Proença, para o transporte de ouro de Minas Gerais até Magé. Hoje a trilha é um atrativo para turistas e seu calçamento é considerado um trabalho de arte. A travessia é feita por dentro de Mata Atlântica, entre bromélias e samambaias e se avistam animais da fauna local, como macacos e preguiças. Há córregos e cachoeiras pelo caminho. O acesso é pela BR-116 (Avenida Santos Dumont) até Piabetá. De lá, é preciso seguir até Vila Inhomirim. A entrada da trilha fica próxima à igreja Nossa Senhora da Conceição.

A Cachoeira Véu da Noiva

Uma das mais conhecidas cachoeiras do município, o Véu da Noiva tem uma queda d’água de aproximadamente 110 metros de altura e há formação de piscinas naturais no entorno, ela é considerada a 5ª beleza natural do Brasil. É necessário o acompanhamento de um guia para alcançar a Cachoeira Grande a partir de Santo Aleixo.

Sítio Arqueológico dos Índios Tupinambás

O local foi descoberto na localidade de Barão de Iriri, em 1973. Em 1985 foi feito o estudo das ossadas ali encontradas, quando cerca de 2 mil fragmentos e 44 esqueletos indígenas foram identificados, entre eles de quatro crianças. Também foram achados vários fragmentos de cerâmicas, indicando a produção cultural dos índios. O sítio fica na Praia de Barão de Iriri, no bairro de mesmo nome. O bairro dista cerca de 30 minutos a pé do centro da cidade.

Estrada de Ferro Mauá

Nela viajaram passageiros ilustres, como os membros da família real, além de colonizadores e aventureiros. Inaugurada em 1854, foi a primeira a ser construída na América do Sul.

Praia de Mauá em Piabetá

Quilombo Maria Conga

Reconhecido em 2007 pela Fundação Palmares como uma comunidade remanescente de quilombo, o Quilombo Maria Conga faz parte da Associação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro e conta com um centro cultural criado para preservar a história de seus descendentes. Foi fundado por Maria Conga, negra africana que viveu todas as agruras dos tempos de escravidão, tendo dedicado sua vida à luta pela liberdade e, em 1988, foi declarada oficialmente heroína de Magé, durante o centenário da Abolição.

Mesquita

O município é chamado de “o caçula da Baixada Fluminense”. Fundado em 25 de setembro de 1999, o Município de Mesquita faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 187.949 habitantes. Possui área territorial de 34,04 km² e faz divisa limítrofes com Nova Iguaçu, ao norte; Nilópolis, ao sul; Belford Roxo, a leste; São João de Meriti, a sudeste; e Rio de Janeiro, a oeste. A distância até o Rio de Janeiro é de 24 quilômetros.

Histórico

Farta de mananciais de água que desciam do Gericinó, a localização do município proporciona a formação de belíssimas cachoeiras e ricas florestas. Por volta de 1700, um engenho já funcionava na descida da Serra da Cachoeira, produzindo açúcar e aguardente. Em 1884, com a chegada da Estrada de Ferro, a parada de trem passou a se chamar “Barão de Mesquita”. Nessa época, as fazendas de café sofreram principalmente por conta do abolicionismo, e a Fazenda da Cachoeira foi vendida, desmembrada e transformada em chácaras de plantio de laranjas.

Durante muitos anos, a paisagem de Mesquita foi formada por laranjais, olarias e poucas residências. Por volta de 1940, a população atingia cerca de 9 mil habitantes, mas a decadência na produção de laranjas provocou a venda das chácaras e começaram a surgir os primeiros loteamentos, entre o pé da serra e a ferrovia. Pouco a pouco, as olarias também deram lugar aos loteamentos e, em 1950, a população havia triplicado para 28.835 habitantes.

No final da década de 1940 e início dos anos 1950, começaram a se estabelecer em Mesquita, fábricas que ajudaram a impulsionar a economia da região. Começava o período de industrialização que iria empregar centenas de moradores mesquitenses. Em 1999, ocorreu a emancipação de Mesquita do Município de Nova Iguaçu. As primeiras eleições da cidade ocorreram em 2000 e o município foi instalado em 1 de janeiro de 2001.

Dados do município

O IDHM de Mesquita é de 0,737, o que situa o município na faixa de desenvolvimento humano alto. Mesquita ocupa a 850ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de Mesquita cresceu 79,72% nas últimas duas décadas, passando de R$ 356,32, em 1991, para R$ 523,01, em 2000, e para R$ 640,37, em 2010.

Turísmo

Folia de Reis Sete Estrelas

A Folia de Reis de maior expressão na cidade é a de Sete Estrelas do Rosário de Maria, considerada um dos maiores e mais emocionantes encontros de cultura popular do Estado do Rio de Janeiro. Liderada hoje por Dona Mariana Neves dos Santos, com 87 anos, a Sete Estrelas está em atividade há 144 anos, e foi indicada ao Prêmio de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro na categoria Patrimônio Imaterial em 2011. A Folia de Reis Sete Estrelas do Rosário de Maria talvez seja a única agremiação do estado comandada por uma mulher.

Lona Cultural Municipal Romildo Souza Bastos

O local oferece cursos e shows, sendo uma grande opção de lazer na cidade. O espaço tem som digital e comporta cerca de 500 pessoas. De segunda a sexta, há cursos e oficinas de artesanato, balé, capoeira e música; nos fins de semana, shows e espetáculos de artes cênicas.

Sala Popular de Cinema Zelito Viana

Com capacidade para 80 pessoas, a sala funciona na sede da prefeitura, com sessões gratuitas na sexta-feira e no sábado. Foi batizada em homenagem ao cineasta, que dirigiu e produziu, entre outros, Villa-Lobos: Uma História de Paixão, Avaeté e Bela Noite para Voar.

Biblioteca Municipal Poeta João Prado

A biblioteca tem mais de 8 mil títulos, entre obras literárias e didáticas. Com exceção das enciclopédias e dos dicionários, todos estão disponíveis para empréstimo aos moradores da cidade. Há sala de TV e DVD para as crianças.

Área de Proteção Ambiental (APA)

Mesquita abriga 2.264 hectares de Área de Proteção Ambiental (APA), numa área de Mata Atlântica, na divisa com os Municípios de Nilópolis, Rio de Janeiro e Nova Iguaçu. Entre lagos naturais, são encontradas árvores como jequitibás, jacarandás e ipês. Vivem ali espécies de animais como cachorro-do-mato, preguiças, saguis. Há ainda raridades como o pau-brasil e o tapinhoã, madeira que no período colonial, era mais valorizada ainda que a árvore que deu nome ao País. O principal acesso é pela Avenida Brasil, que começa no Centro de Mesquita e termina no alto da Serra, ao lado da casa em ruínas do Conde Modesto Leal.

Parque Municipal de Nova Iguaçu - Envolve o Município de Mesquita, sendo o primeiro geoparque do Rio de Janeiro. Nele está localizada a nascente do Rio Dona Eugênia. O parque possui uma feição geológica junto com trechos remanescentes da Mata Atlântica. O Maciço do Mendanha domina a paisagem do município. Infelizmente nos últimos anos o município sofreu com o desmatamento, o que vem influenciando a temperatura da região, especialmente no verão.

Nilópolis

Fundado em 21 de agosto de 1947, o município de Nilópolis faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 157.425 habitantes. Possui área territorial de 18,66 km² e faz divisa com Mesquita, São João de Meriti e Rio de Janeiro. A distância até o Rio de Janeiro é de 37,8 quilômetros.

Histórico

Nilópolis já se chamou Parada de São Mateus e, posteriormente, parada e estação de Engenheiro Neiva, em homenagem a Lucas Soares Neiva, construtor da parada e plataforma dos trens. Nilópolis é homenagem a Nilo Peçanha. O município foi parte integrante da capitania hereditária de São Vicente, que pertenceu a Martim Afonso de Sousa, em 1531, que a dividiu em sesmarias. Nessa sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias. Em 1621, a área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Alvares Pereira, que, em 1637, manda construir a Capela de São Mateus, no alto da colina de Nilópolis. Em 1747, a capela de São Mateus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem à cidade.

Em 1858, com a inauguração da linha de trem da Estrada de Ferro D. Pedro II, cortando a fazenda original com destino a Queimados, a população local foi abandonando as terras, não só devido ao movimento abolicionista, como também por novas opções de mão-de-obra devido ao progresso e novas atividades. João Alves Mirandela e Lázaro de Almeida se tornam proprietários da fazenda, cercando uma área e a desmatando para um possível loteamento.

O coronel Júlio de Abreu comprou vários lotes e construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa, no dia 6 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

Dados do município

O IDHM de Nilópolis é de 0,753, situando o município na faixa de desenvolvimento humano alto. Nilópolis ocupa a 488ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de Nilópolis cresceu 80,90% nas últimas duas décadas, passando de R$ 417,50, em 1991, para R$ 599,00, em 2000, e para R$ 755,26, em 2010.

Turísmo

G.R.E.S. Beija Flor - Fundada em 1948, é uma das mais antigas e tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. A agremiação foi 13 vezes campeã do carnaval carioca, 15 vezes vice, além de ter conquistado mais de 50 Estandartes de Ouro.

Centro Cultural de Nilópolis

É o principal espaço cultural da cidade. Lá funciona o Teatro Municipal Jornalista Tim Lopes, a Biblioteca Pública Municipal Rui Barbosa e a Escola de Artes Dramáticas Antônio José. O teatro tem capacidade para 170 pessoas. No espaço acontecem shows, peças, apresentações de dança e, eventualmente, projeção de filmes.

Parque Sara Real

São 9 mil metros quadrados de área. Criado em 1949, o Parque Sara Areal é uma opção de lazer e de cultura. Além das quadras de esportes e pistas para atletismo, há um complexo cultural que inclui a Escola Municipal de Música Professor Weberty Bernardino Aniceto e a Escola Municipal de Dança Ana Pavlova.

Centro de Integração da Cultura Afro-Brasileira

O espaço é uma filial do Centro de Integração da Cultura Afro-Brasileira (Ciafro) do Rio de Janeiro, que divulga a cultura afro-brasileira em exposição, fórum, seminário, palestra, cursos, festival de poesias e de cantigas afro-brasileiras.

Biblioteca Pública Municipal Rui Barbosa

Nasceu quase ao mesmo tempo que o Município de Nilópolis, que em 2017 completou 70 anos. O acervo tem cerca de 12 mil livros e inclui uma pequena coleção de obras sobre a história da Baixada Fluminense e de Nilópolis. O espaço possui também um Telecentro.

Nova Iguaçu

Fundado em 15 de janeiro de 1833, o Município de Nova Iguaçu faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 796.257 habitantes. Possui área territorial de 508,95 km² e faz divisa com Miguel Pereira, Duque Caxias, Belford Roxo, Mesquita, Rio de Janeiro, Seropédica, Queimados e Japeri. A distância até a capital é 28 quilômetros.

Histórico

Em 1833, o município foi criado com sua sede instalada às margens do Rio Iguassú. Surgiu a partir da Vila de Iguassú, uma localidade que desde o século XVIII era utilizada como pouso de tropeiros que faziam o Caminho de Terra Firme. Em 1858, com a inauguração da Estrada de Ferro Dom Pedro II, iniciou-se o crescimento do Arraial de Maxambomba. Por conta disso, foi realizada a transferência da sede do município para um novo centro econômico e em 1916, Maxambomba passa a se chamar Nova Iguassú. No século XX, a principal atividade do município passa a ser o plantio de laranjas.

Os pomares de Nova Iguaçu se estendiam por toda a Estrada de Madureira, Cabuçu, Marapicu, alcançando também Itaguaí. Na época, Nova Iguaçu ficou conhecida como “Cidade Perfume” por causa do odor das floradas das laranjeiras. Foi a partir da década de 1940 que surgiu o processo de emancipação dos distritos do município. Começando pela perda de Duque de Caxias (1943) e encerrando com Mesquita (1999).

Em 1952, com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra e a recuperação da malha ferroviária, a cidade passou por um aumento populacional e assumiu outras funções, entre elas, a de cidade dormitório e de corredor de acesso à capital. Hoje, Nova Iguaçu é o maior município da Baixada Fluminense em extensão territorial e segundo em população.

Historicamente, Nova Iguaçu vem mudando seu perfil socioeconômico nos últimos anos, deixando de ser cidade dormitório. Atualmente, a cidade tem um dos centros comerciais mais importantes do Estado do Rio de Janeiro, além de centros de ensino e pesquisa e grandes empresas instaladas.

Dados do município

O IDHM de Nova Iguaçu é de 0,713, o que coloca o município na faixa de desenvolvimento humano alto. Nova Iguaçu ocupa a 1.514ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de Nova Iguaçu cresceu 81,64% nas últimas duas décadas, passando de R$ 325,36, em 1991, para R$ 474,80, em 2000, e para R$ 591, em 2010.

Turísmo

Além da importância econômica, Nova Iguaçu é um notável centro turístico da Região Metropolitana. A Reserva Biológica do Tinguá e o Parque Municipal configuram-se como grandes áreas de preservação ambiental, enquanto que a Serra do Vulcão, com a prática de voo livre, é um relevante ponto de visitação localizado na zona suburbana.

O patrimônio histórico é constituído pelas ruínas de Iguaçu Velho e da Fazenda São Bernardino. Nova Iguaçu possui importantes centros de cultura, lazer e entretenimento. Há eventos culturais realizados no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, órgão responsável por projetar a vida cultural iguaçuana. O Nova Iguaçu Futebol Clube é um orgulho da cidade, que ainda possui como destaques os Polos Gastronômicos da Via Light, o Baixo Iguaçu e a rua que ficou conhecida como Rua da Lama.

Ruínas da Vila de Cava

O bairro Vila de Cava abriga importantes sítios históricos da Baixada Fluminense. Construído em 1875 por Bernardino José de Souza e Mello, o conjunto arquitetônico da Fazenda São Bernardino é composto por casa grande, senzala e engenho, tendo representado um dos mais belos exemplos de construção neoclássica na região. A fazenda chegou a ser considerada uma das mais ricas da província do Rio de Janeiro. Em 1951, foi tombada como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Reservatório Rio D’Ouro

Construído em 1880, preservado e em plena atividade, o Reservatório Rio D’Ouro é uma jóia arquitetônica de Nova Iguaçu, localizada em um sítio natural coberto pela Mata Atlântica. Do seu pavilhão de manobras, sai uma passarela que atravessa o reservatório e leva a uma fonte em ferro fundido de autoria do escultor francês Albert-Ernest Carrier Belleuse. Ele foi o autor das tochas da escada do teatro Ópera de Paris e também professor do aclamado escultor Auguste Rodin. Ninfas esculpidas nas fundições do Val D’Osne na França, guardam a fonte, ornada por ramos e pelo brasão do Brasil.

Igreja da Nossa Senhora da Conceição de Marapicu

A igreja de 1736 está situada no alto de uma colina circundada pela estrada de Madureira e se destaca na paisagem. O acesso é feito por caminho calçado de pedras. Com espaços amplos ao seu redor, a fachada é simples, de frontão triangular. A Igreja foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1989 e tem aos fundos um cemitério.

Projeto Cordel com a Corda Toda

Criado em 2010, o projeto pretende espalhar a literatura de cordel pela Baixada Fluminense a partir de Nova Iguaçu, onde está instalado. As aulas, oficinas, palestras e intervenções que têm como base o cordel, alcança as escolas das redes estadual e municipal e espaços culturais.

Instituto de Pesquisa Afro Cultural Odé Gbomi

É lugar excelente para se conhecer um pouco da África e ainda aprender a língua Yorubá. Fundado em 2008, tem mais de 200 peças em exposição, entre elas, esculturas, máscaras e livros, e é reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus.

Queimados

Fundado em 25 de novembro de 1990, o município de Queimados faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 144.525 habitantes. Possui área territorial de 76,92 km² e faz divisa com Japeri, Nova Iguaçu e Seropédica. A distância até o Rio de Janeiro é de 50 quilômetros.

Histórico

Em 29 de março de 1858, a família imperial seguiu a bordo do primeiro trem da Estrada de Ferro D. Pedro II, em missão especial para inaugurar o trecho de 48 quilômetros compreendidos entre a Estação do Campo até Queimados. A população do lugarejo, que assistiu a solenidade, sentiu-se honrada pela visita do Imperador e entendeu aquele momento como sendo o instante oficial da inauguração do povoado de Queimados.

Em meados do século XVIII com a expansão da economia cafeeira, foi construída a Estrada de Ferro D. Pedro II, o que levou mais prosperidade à região. O projeto inicial da ferrovia previa a extensão dos trilhos até a Freguesia de Nossa Senhora de Belém e Menino Deus. Porém muitos operários chineses empregados na construção da estrada foram vítimas de Malária e por epidemias de cólera, o que arrasou toda a colônia em 1855. Para não retardar o prosseguimento das obras da via férrea, rapidamente foi construída a Estação de Queimados. A origem do nome do município deve-se a este acontecimento, uma vez que os chineses tinham por costume cremar os seus mortos.

Durante muito tempo, Queimados e Marapicu disputaram a posição de sede do distrito eclesiástico que era a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu, subordinada à Câmara da Cidade do Rio de Janeiro. Em 1944, Queimados passa a ser o 2º Distrito de Nova Iguaçu. Apenas em 1990, o município emancipa-se de Nova Iguaçu.

Dados do município

O IDHM de Queimados é de 0,680, o que coloca o município na faixa de desenvolvimento humano médio. Queimados ocupa a 2.439ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de Queimados cresceu 93,42% nas últimas duas décadas, passando de R$ 250,44, em 1991, para R$ 376,53, em 2000, e para R$ 484,40, em 2010.

Turísmo

Igreja para Nossa Senhora da Conceição

A igreja da padroeira de Queimados começou a ser construída em 1879, mas parte da fachada desabou em 1949 e foi reconstruída depois. Em 1989, a Igreja foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Todo dia 8 de dezembro é celebrada missa em homenagem à Nossa Senhora da Conceição.

Associação dos Produtores de Artesanatos

Composta por 13 associadas que vendem os mais diversos objetos: de arranjos de origami a cachecóis a saídas de praia feitas de tricô, além de oferecer aulas de artesanato e reciclagem em um quiosque instalado na Praça da Delegacia.

Praça dos Eucaliptos

Espaço cultural Professor Joaquim de Freitas é o novo nome dado à tradicional Praça dos Eucaliptos, no Centro da cidade. A praça é, na verdade, uma ampla área de concreto e os eucaliptos deram lugar a palmeiras. Um palco é usado em shows de música, exibição de filmes (como o projeto Cine Tela Brasil), eventos esportivos e também para a Festa da Primavera, uma programação com a participação de escolas municipais. Sob esse palco, há um espaço destinado a aulas gratuitas de música e teatro.

Teatro Marlice Margarida

É anexo à Escola Municipal Metodista. Tem apresentações teatrais periódicas, com entrada franca. Seu espaço também é utilizado para sediar eventos das secretarias de cultura e de educação, mas não tem um calendário fixo de peças. O teatro tem uma sala, com 186 lugares, além de dependências para os atores como cozinha e dois camarins.

Biblioteca José Ribeiro dos Santos Halm

Atualmente conta com cerca de 3 mil livros em seu acervo, dos mais variados gêneros. Não são realizados empréstimos de livros, sendo permitido aos visitantes consultar o acervo apenas dentro do espaço da biblioteca. Além de consulta e pesquisa, há um Telecentro Comunitário. A biblioteca realiza também periodicamente contações de histórias.

APAS - Áreas de Proteção Ambiental:

A cidade conta com 9 APAS. Foram descobertas na Área de Proteção Ambiental Gandu-Jacatirão, em Queimados 288 espécies de seres vivos, sendo 164 fauna e 124 flora, além de 5 espécies de répteis, 87 aves e mais de 160 animais, incluindo a maior mosca do mundo encontrada até o momento com 6 cm, identificada como: “Cavalo de cão”. A APA possui uma área de 96 hectares com 60% de declividades que chegam a 120 metros de altura, solo amarelado e com pouca possibilidade de plantio devido ao desgaste das últimas plantações. A região hidrográfica é composta por florestas, capoeiras (espécie de plantação rasteira), muitas áreas de pastagem e inundáveis e pouca habitação humana.

Espaço Cultural Queimados Encena

fica na rua R. Mustafá Kalaoun, 117 - Vila das Porteiras, Queimados - RJ. O espaço foi criado por um grupo de atores que apresentam peças teatrais muitas vezes gratuitas ou a preços módicos como forma de disseminar a cultura na cidade. O espaço Cultural é uma pequena sala de apresentações, um “Teatro de Bolso” como se dizia nos anos 70, com capacidade para 40 espectadores. O palco tem 4 metros de largura por 3 de profundidade e 2.80 de altura. Possuímos uma bomboniere, dois camarins e um banheiro.

Praça CEU

Centro de Artes e Esportes Unificados - Planeta Futuro. O Espaço inaugurado há pouco mais de dois anos, conta com sala multimídia, quadra poliesportiva, teatro, pista de Skate, academia a céu aberto, parque infantil, pista de caminhada, biblioteca com mais de 2 mil livros didáticos e um campo de futebol anexo onde são realizadas várias atividades culturais e oficinas gratuitas de arte, dança, música, artesanato, instrumentos musicais, canto e cultura de um modo geral, além de cursos profissionalizantes gratuitos para a comunidade. Mais de 2 mil jovens já se qualificaram no CEU.

São João de Meriti

Fundado em 21 de agosto de 1947, o Município de São João de Meriti faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e tem população estimada em 458.673 habitantes. Possui área territorial de 35,15 km² e faz divisa com Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis e Rio de Janeiro. A distância até a capital é 19 quilômetros.

Histórico

O município é conhecido como “Formigueiro das Américas”, devido sua densidade demográfica. Também já foi conhecido por outros dois nomes: São João Batista de Trairaponga e São João Batista de Meriti. Ao lado das muitas fazendas existentes no território, os rios Miriti e Sarapuí eram as principais vias de transporte das mercadorias lá produzidas. Em suas margens havia 14 portos, escoando sua importante produção de milho, mandioca, feijão e açúcar, produtos que eram levados aos portos do Rio de Janeiro para serem consumidos e exportados para a Europa.

Em 1875, teve início a construção da Igreja de São João Batista de Meriti, ainda hoje encontrada. Nesse período, era a presença das capelas e igrejas que demonstrava a importância que aquele território representava perante o poder secular e o poder eclesiástico. No início da década de 1940, a região contava com uma população que não ultrapassava os 25 mil habitantes, distribuída em torno da Igreja da Matriz, nas margens do Rio Pavuna, próxima aos leitos das ferrovias em Engenheiro Belford, São Matheus, Éden, Vila Rosali e Coqueiros. Em 1943, Caxias incorporou a região como seu 2º distrito, e apenas quatro anos depois, em 1947, ocorresse a emancipação de São João de Meriti.

Dados do município

O IDHM de São João de Meriti é de 0,719, situando o município na faixa de desenvolvimento humano alto. São João de Meriti ocupa a 1.331ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de São João de Meriti cresceu 80,56% nas últimas duas décadas, passando de R$ 330,95, em 1991, para R$ 472,22, em 2000, e para R$ 597,57, em 2010.

Turísmo

Mãe Meninazinha de Oxum

Ponto de cultura do candomblé desde 2009, o espaço realiza projetos sociais e culturais, tais como oficinas de artesanato, dança e pintura afro e culinária típica. Os alunos aprendem a preparar abará, caruru, acarajé, entre outros pratos. O terreiro organiza festas para Ogum e Oxóssi (abril), Oxum (maio), Omolu (julho), Iansã (agosto), Oxalá (setembro) e para as ayabás, como são chamadas os orixás femininos (novembro), sempre no último sábado do mês.

Instituto Histórico e Geográfico de São João de Meriti

Criado com o intuito de ser um centro de difusão de saberes e conscientização sobre a rica história de São João de Meriti e da Baixada Fluminense, foi fundado em 24 de julho de 1991, dia do padroeiro da cidade. Em uma de suas salas, funciona um pequeno museu com fotos, documentos e artefatos (com cerâmicas, redes e outros objetos dos índios tamoios, habitantes da região; telhas, tijolos e fragmentos vindos de construções como a Fazenda São Matheus, entre outros itens) que contam a história da região, montado a partir das pesquisas e acervos pessoais dos membros e amigos do instituto.

Via Show

Inaugurada em 2002, a Via Show é hoje uma das grandes casas de espetáculo do Rio de Janeiro. Recebe público principalmente das cidades de Niterói, São Gonçalo, da Baixada Fluminense e de bairros da zona oeste do Rio. Foi concebida para funcionar como um espaço multiuso de entretenimento, com praça ao ar livre, pista de dança e jirau com 92 camarotes.

Sesc São João de Meriti

A unidade do Sesc em São João de Meriti conta com teatro, galeria de artes, biblioteca, salas de vídeo, ginásio para prática de atividades esportivas, piscinas e um quiosque onde são realizadas as atividades socioculturais. No prédio principal são oferecidos diversos serviços: odontologia, educação em saúde, turismo social, trabalho social com idosos e empresas.

Biblioteca Municipal Arlindo de Medeiros

Batizada em homenagem ao homem de letras nascido em Pernambuco, que morou a maior parte de sua vida em São João de Meriti. Responsável por uma série de livros sobre a História e a memória da cidade que o acolheu, o ilustre Arlindo de Medeiros sempre trabalhou para a promoção da cultura em São João de Meriti, e a Biblioteca mantém esse legado: são realizados periodicamente uma série de eventos que buscam mesclar o prazer da leitura com outras artes. A biblioteca tem hoje um acervo de cerca de 8 mil obras. É dividida em dois espaços, um dedicado aos livros e outro onde foi montado um Telecentro Comunitário.

Seropédica

Fundado em 12 de outubro de 1995, o Município de Seropédica faz parte da mesorregião da Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem população estimada em 78.186 habitantes. Possui área territorial de 285,48 km² e faz divisa com Itaguaí, Japeri, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e Rio de Janeiro. A distância até a capital é 75 quilômetros.

Histórico

Data de meados do século XVII o início do desbravamento do atual território do Município de Seropédica. Para catequizar os índios da região, os jesuítas lançaram as bases da futura povoação em terras compreendidas entre os Rios Tiguaçu e Itaguaí. Em 1818, a aldeia de Itaguaí foi elevada à categoria de vila, com a denominação de Vila de São Francisco Xavier de Itaguaí.

O Município de Itaguaí desfrutou até 1880 de fortes atividades rurais e comerciais, exportando em grande escala cereais, café, farinha, açúcar e aguardente, favorecido pelas suas terras férteis. Outras características que possibilitaram ao município sua antiga posição de prestígio foram a passagem da antiga rodovia Rio-São Paulo pelo território do antigo distrito de Seropédica e a instalação da indústria têxtil no antigo distrito de Paracambi, aliadas às obras de saneamento da Baixada Fluminense.

Em 1938, foram iniciadas, em Seropédica, as obras do Centro Nacional de Estudos e Pesquisas Agronômicas, onde hoje funciona a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Dez anos depois, em 1948, entretanto, a universidade transferiu seu campus para as margens da antiga rodovia Rio-São Paulo, hoje BR-465, iniciando-se o desenvolvimento urbano de Seropédica. O Município de Seropédica tornou-se independente de Itaguaí em 1997.

Dados do município

O IDHM de Seropédica é de 0,713, o que coloca o município na faixa de desenvolvimento humano alto. Seropédica ocupa a 1.514ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. A renda per capita média de Seropédica cresceu 97,00% nas últimas duas décadas, passando de R$ 307,02, em 1991, para R$ 471,07, em 2000, e para R$ 604,82, em 2010.

Turísmo

Campus da UFRRJ

A centenária Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro tem o maior campus da América Latina. São edifícios em estilo neocolonial, que compõem, com jardins e lagos integrados, um belo parque paisagístico, de autoria de Reynaldo Dieserger. A propriedade conta com prédios e residências tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, além dos painéis de azulejos pintados pela artista plástica portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, em 1943, e são um exemplo da integração das artes a arquitetura, que caracterizou o movimento moderno da época.

Quadrilha Folclórica Flor do Lírio

Nasceu em 2007 com o objetivo de resgatar a cultura da região a partir de uma manifestação tradicional, como a quadrilha. Os ensaios são no Centro de Oportunidades Seropédica.

Centro de Memória da UFRRJ

Chamado de Centro de Memória da Rural, guarda equipamentos diversos, tais como máquinas de escrever, telégrafo e placas comemorativas, que retratam a história da universidade desde que foi instalada.

Teatro Gustavo Dutra

Gustavão - Com capacidade para 460 pessoas, no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o Gustavão é o principal palco da cidade de Seropédica.

Biblioteca Municipal de Seropédica

Funciona no prédio da Secretaria de Cultura, ao lado da APAE. Inaugurada em junho de 2000, a biblioteca tem cerca de 10 mil livros, há também uma parte dedicada a revistas e jornais do município, além de uma área multimídia com CDs e DVDs.

Muita festa para comemorar o Dia da Baixada no próximo 30 de abril

No dia 30 de abril comemora-se o dia da Baixada, a data foi criada como forma de celebrar os valores da região e discutir os problemas atuais, com a participação consciente de toda a sociedade. Em última análise, estimular o crescimento da auto-estima da população da região de uma região que vem sofrendo com o descaso do poder público e a violência urbana.

A idéia de se instituir o Dia da Baixada Fluminense, surgiu e foi aprovada no dia 09/12/2000 em encontro da Comunidade Cultural da Baixada, realizado na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da UERJ, FEBF/UERJ.

A data de 30 de abril refere-se à inauguração da primeira Estrada de Ferro construída no Brasil, em 1854, que ligava o Porto de Mauá (Estação Guia de Pacobaíba) à região de Fragoso, no pé da Serra de Petrópolis.

PRIMEIRA ESTRADA DE FERRO DO BRASIL INAUGURADA EM 30 DE ABRIL 1854.

ESTAÇÃO GUIA DE PACOBAÍBA – MAGÉ.

A partir daí foram construídas outras ferrovias na região e a Estrada de Ferro tornou-se um marco histórico da ocupação urbana, dando novo perfil à ocupação do solo. Foi o começo do fim dos portos fluviais de navegação pelos rios e dos caminhos de tropeiros e o início do processo de surgimento de vilas e povoados que se organizaram em torno das estações ferroviárias, origem das atuais cidades da Baixada Fluminense.

PROGRAMAÇÃO

A Programação que se propõe para o Dia da Baixada Fluminense deverá estender-se por todos os municípios da região, por iniciativa, tanto dos órgãos públicos quanto, de toda e qualquer organização, principalmente aquelas que se dedicam às questões coletivas, sociais e culturais. Estão previstas atividades religiosas de qualquer credo, atividades em escolas, associações de moradores, organizações governamentais, câmaras municipais e prefeituras, com o objetivo de ampliar os debates sobre os problemas do cotidiano da região, visando a melhoria da qualidade de vida na Baixada Fluminense.

Fala dos gestores de turismo da Baixada

"A Baixada Fluminense nunca teve uma ação conjunta nesta área. Acho que agora sim, vamos longe porque a união fara a diferença para nós. O pontapé inicial foi dado e agora está em nossas mãos tocar o projeto", Wagner dos santos, secretário de Turismo e Esportes de Magé, cidade anfitriã do último encontro de lançamento do projeto na Baixada.

“A Baixada foi convidada para ocupar a casa França Brasil por um mês em maio. Depois do dia 30 de abril. É a Baixada presente no centro do Rio. Mostrando o valor, riqueza e a diversidade da Baixada”. Secretária de turismo de Caxias, Daniele Marques.

“De fato a Baixada nunca teve uma interação tão grande. Todos têm dificuldades financeiras mas a Baixada tem mostrado sua força enquanto região. Precisamos melhorar em infraestrutura, mas já temos produtos turísticos prontos. Somos quase 4 milhões de pessoas que não se conhecem. Precisamos fazer uma incursão em nossas próprias cidades e vizinhos”. Cléber Rodrigues Secretário de Turismo de Mesquita.

“O Baixada Verde é um movimento que é um contraponto a visão de violência mostrada pela mídia porque também temos aqui muita beleza natural e muita responsabilidade com elas. Sou da periferia de Nova Iguaçu e me emociono e tenho orgulho em falar da minha cidade”, coordenadora na área de turismo em Nova Iguaçu, Ana Cristina.

“Senti falta de um representante do Estado que não compareceu ao lançamento do projeto Baixada Verde, em Magé, no entanto vamos continuar andando. Nossa cidade foi uma das últimas a criar a secretaria municipal de turismo, mas temos alguns projetos nesta área e nosso grande desafio é motivar não somente, a população mas também os governantes”, Secretário de Cultura e Turismo de Queimados, Marcelo Lessa.

“Estamos mais fortes. O espírito do Baixada Verde é o resgate do respeito pela região e não temos algemas. Podemos ir a Brasília sim, não precisamos de porta-vozes que não nos representam”, Samuel Barbosa de Seropédica. “Minha região pode não ter as belezas naturais das outras cidades mas nosso turismo de negócios, gastronômico e hoteleira é bem forte. Fomos chamados para um lançamento de um projeto para nós é sobre nós e não vimos o plano antes de ser apresentado para o público. Se quer, fomos convidados a sentar na mesa de apresentação com direito a fala. Por isso, fizemos este segundo momento aqui na nossa região, para os nossos munícipes, empresários e profissionais de turismo”, Mirian Rodrigues, São João de Meriti.

“Estamos entre a Costa Verde e a Região Serrana e não somos vistos. Isso não é justo. O Sebrae respeita isso e a Baixada é a única região que tem duas gerências para ajudar a tocar os projetos de desenvolvimento econômico de suas empresas. Estamos trabalhando no planejamento do projeto Baixada Verde é estaremos juntos até o fim”, Coordenadora regional do Sebrae Regional, Margareth Nascimento.

“Criamos um observatório de turismo para a Baixada dentro do nosso curso de turismo na UFRRJ para dar mais resultados técnicos para a região. Fiquei impactada com a beleza das águas, matas entre outras coisas lindas que existem na Baixada. Tem grande memória cultural, patrimonial e histórica. Os alunos vão ajudar nos inventários de cada município é isso também servirá para o autoconhecimento de sua região. Precisamos provar para o Rio que temos um grande potencial turístico e podemos mais. É hora de quebrar paradigmas.” Tereza Mendonça da UFRRJ.

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