Rombo na previdência de Belford Roxo chega a R$ 40 milhões


A operação da Polícia Federal, ocorrida quinta-feira (12) no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Belford Roxo (Previde),  investiga o desvio de R$ 40 milhões aplicados em fundos podres, em papel fantasma. 

O prefeito Wagner Carneiro, informou que as  práticas foram realizadas por outras administrações. "Estamos tranqüilos e à disposição para colaborar no que for preciso", ressaltou. 

As  fraudes  na aplicação em fundos de investimentos em empresas de fachadas, foram realizadas no período de 2011 a 2016, em vários municípios do país. A operação intitulada como Encilhamento é a segunda fase da Operação Papel Fantasma. Agentes da Polícia Federal e auditores-fiscais da Receita Federal cumprem 60 mandados de busca e apreensão e também 20 mandados de prisão temporária expedida pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo em vários municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso. A PF investiga fraudes na aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimentos com debêntures sem latro (título de dívida sem garantia) emitidos por empresas de fachada, onde o dinheiro dos servidores públicos era aplicado. De acordo com o “esquema” o trabalhador acabava perdendo o seu vencimento da aposentadoria, já que as tais empresas decretavam falência. A fraude, segundo a PF, pode ultrapassar R$ 1,3 bilhão. Durante a operação 12 pessoas foram presas, entre elas: Meire Poza, contadora do doleiro Alberto Youssef e Gilmar Machado, ex-prefeito de Uberlândia. 


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