Mulheres Negras Latinas e Caribenhas são homenageadas em Queimados


Quem são, de onde vieram e o que querem as mulheres Negras, Latinas e Caribenhas. Elas estão por toda parte, na origem das famílias de toda mulher brasileira e receberam na última sexta, 27, em Queimados, uma justa homenagem oferecida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Promoção da Cidadania, através da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Queimados. O evento homenageou 40 mulheres que se destacaram na luta contra a discriminação de um modo em geral com moção de aplausos em sessão solene realizada na Câmara Municipal de queimados.

Algumas autoridades também prestaram suas homenagens como a vereadora Eloiza Helena que também é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa e o vice-presidente da casa e presidente da Comissão de Direitos Humanos, o vereador Tuninho Vira Virou. O evento foi abrilhantado pela presença do grupo de Pesquisas e Ações Culturais, Origens com seus cantos e danças típicas como jongo, carimbó e samba de roda.

Para o secretário de Direitos Humanos, o professor Carlos Albino, esta é apenas uma maneira singela de agradecer por toda a luta destas mulheres corajosas da sociedade. "Essa é apenas uma maneira singela de dizer: desculpe por tanta dor causada pelo preconceito que você mulher vem sofrendo por tantos séculos e também para mostrar que estamos atentos em fazer algo para mudar esta realidade", enfatizou o secretário.

Mais de 40 mulheres receberam homenagens tanto em vida quanto in memorian, inclusive a vereadora Marielle Franco, Tia Dalva, entre outras. No entanto, compareceram apenas 25: Adriana Lopes da Silva, Dalva dos Santos, Dine Estela Moreira Morais, Edinalda Aparecida de Andrade Ricardo, Eliana Leôncio, Eliane Siqueira do Nascimento Tomás Costa, Elisabete Fragata Romão dos Santos, Eloiza Helena, Gisele Castro, Graci Félix, Ivanise Maria de Oliveira Santos, Juliana Tomás Lima, Leonor Maria de Oliveira Leonídio, Leticia Farjado Oliveira, Luzia de Fátima Machado, Maria das Graças Ferreira Gomes Santos, Maria de Souza Ambrósio, Nilza da Silva, Regina Célia de Souza Ambrósio, em memória: Regina Martins Goulart, Ruth Vicente da Silva, Winnie Lopes de Oliveira Dias dos Santos, Vera Knupp de Carvalho, Ythyelle Paranhos,Vanessa Cabral da Silva.

Para uma das homenageadas, a cantora e professora, Graci Félix este foi um gesto de alta relevância e de extrema necessidade. "Quando reclamam que estamos agindo com vitimismo, fico muito triste porque o que vemos no dia a dia são mulheres sendo discriminadas e agredidas ainda mesmo em pleno século XXI. Então, momentos como este são de extrema necessidade sim porque precisamos destacar e mostrar que todas iguais em direitos e deveres”, enfatizou. Gracy fechou com chave de ouro sua participação, interpretando ao som dos atabaques do Grupo Origens o Canto das Três Raças composta por Paulo Cezar. Graci cantora e compositora da Warner Chappell e já tem um EP gravado.

História para guardar na memória

Foi em 1992, quando elas organizaram o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, em Santo Domingos, na República Dominicana, em que discutiram sobre machismo, racismo e formas de combatê-los. Daí surgiu uma rede de mulheres que permanece unida até hoje.

Do encontro, nasceu também o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, lembrado todo 25 de julho, data que foi reconhecida pela ONU ainda em 1992.

Ao longo do processo histórico não é difícil constatar que as mulheres negras sofrem de forma mais severa os impactos da cultura machista e da ordem global econômica injusta que continua tratando mulheres negras com discriminação à medida que não discute e não aplica critérios justos no âmbito salarial, nas oportunidades de emprego ou no acesso à educação de qualidade.

A partir da lei Lei nº 12.987/2014, no Brasil celebra-se também em 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola que viveu durante o século 18. Casada com José Piolho, negro que chefiava o quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, assumiu o comando da comunidade revelando-se uma grande líder após a morte do marido.

A atividade tem a parceria do Conselho de Promoção da Igualdade Racial e o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores, onde todos contribuíram para as indicações das Mulheres que serão homenageadas. Assista ao vídeo em https://www.minhabaixada.com.br/tv-web?wix-vod-video-id=21ac64a493424c89b6add325ab97d8da&wix-vod-comp-id=comp-jcjau0fz#

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