Crianças com necessidades especiais ganham programa de saúde bucal em Japeri


A Secretaria de Saúde de Japeri inicia na terça-feira, dia 22 de janeiro, uma parceria envolvendo os Programas ‘Acessibilidade Direito de Todos’, da Saúde Bucal, e ‘Reabilitar é Viver’ da Neuropediatria, para cuidar de crianças e adolescentes com deficiência neurológica. O objetivo é proporcionar ampla oportunidade para que crianças e adolescentes com necessidades especiais obtenham cuidados em sua saúde bucal. Para isso, pais e responsáveis devem fazer o cadastramento na Unidade Mista de Engenheiro Pedreira (UMEP) estando com tratamento na Neuropediatria em dia. A Coordenadora da Saúde Bucal, Claudione Cassin disse que os pacientes com necessidades especiais serão levados, uma vez por semana, em transporte cedidos pela Prefeitura, para o Posto de Saúde do Centro de Japeri, onde receberão tratamento odontológico. Os dois programas vão trabalhar juntos, disponibilizando atendimento, tanto na atenção básica quanto na especializada. “A ideia é promovermos a integração social da criança”, explica Claudione Cassin. O alvo do projeto são crianças que têm suas necessidades aumentadas para o cuidado preventivo odontológico, prevenção de cáries e doenças periodontais. A maioria delas não apresenta plena capacidade de realizar seus cuidados bucais, necessitando de ajuda. Segundo ainda a coordenadora da Saúde Bucal, os pequenos pacientes cadastrados passam por consulta com neurologista para que o profissional faça o agendamento e o encaminhamento referenciado para o tratamento da saúde bucal, que pode ser uma simples limpeza ou aplicação de flúor, entre outros procedimentos, dependendo de cada caso. “Os responsáveis por essas crianças têm muita dificuldade para levá-las a uma unidade de saúde. Adolescentes são mais pesados, difíceis de serem transportados no colo ou mesmo numa cadeira de roda. Por isso, o transporte disponibilizado pela Prefeitura garante a conclusão do tratamento”, disse. Claudione Cassin frisou ainda que na maioria das vezes, os responsáveis não conseguem finalizar o tratamento diante das dificuldades. “Até porque, mesmo uma simples limpeza ou remoção de tártaro acaba sendo difícil, demandando mais de uma consulta para a criança com problemas neurológicos. Esses pacientes têm maior irritabilidade, o que dificulta um pouco o tratamento, que pode demorar de um a três meses”, observou ainda. 


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