Religiões de matriz africana comemoram decisão do STF


Religiosos comemoram decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF) desta quinta (28), sobre a constitucionalidade do sacrifício de animais em cultos religiosos, incluindo as religiões de matriz africana. A decisão unânime deverá ser acatada por juízes e tribunais de todo o país. 

O caso chegou ao Supremo em um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra uma decisão do Tribunal de Justiça gaúcho que autorizou a prática em relação a religiões de matriz africana, desde que sem excessos e crueldade. 

O juiz Moraes disse que a questão foi colocada de maneira “preconceituosa” pelo Ministério Público estadual, autor da ação, e pelos amigos da Corte, instituições que participaram das discussões no Supremo.

Os religiosos comemoram a decisão, mas alertam para a importância das religiões de matriz africana terem cada vez mais seus espaços respeitados, principalmente pelo poder público,  disse o zelador de umbanda da Cabana de Pai Fabrício sobre as últimas depredações aos templos. "Essa questão da decisão da constitucionalidade do sacrifício está gerando uma grande onda de revolta  e alguns falando em criar grupos para entrar em terreiros e acabar com os praticantes. Temos que ter atenção e cuidado. O mundo está mudando, perdendo o nexo. Virando bagunça, a começar por nossos governantes que estão batendo cabeças", observou Pai Fabricius. 

Nesta quinta, 28, mais um terreiro de candomblé  foi invadido em Nova Iguaçu  na Baixada Fluminense. Os  religiosos foram expulsos após a invasão de homens que depredaram o local. O centro religioso teria sido invadido por traficantes da região com objetivo de transformar o imóvel em um quartel general do crime, segundo matéria publicada por jornal O Dia. 


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