Magé ganha sala de iniciação em Braille na próxima segunda, 8


Sala de recursos adaptada vai ajudar na alfabetização dos alunos deficientes visuais da rede municipal O Dia Nacional do Sistema Braille, comemorado em 8 de abril, é uma data de conscientização sobre a importância das políticas públicas para inclusão das pessoas cegas no sistema educacional do Brasil. Para celebrar a data, a Prefeitura de Magé vai inaugurar a sala de iniciação em Braille para atender aos 25 alunos deficientes visuais que frequentam a rede municipal de ensino. Com impressora, computador e material didático, os alunos vão aprender no contraturno o sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, numa sala adaptada que foi implantada na E.M. Dr. Mário Pinheiro em Santa Dalila, no quarto distrito, e que vai ajudar na alfabetização e na autonomia dos alunos. E de acordo com a Secretaria de Educação e Cultura (SMEC) a localização é estratégica: “A unidade foi escolhida por ser na beira da estrada e no meio do caminho para todos os distritos”, afirmou a secretária de Educação e Cultura, Álison Brandão. Sobre o Braille

O Braille é composto por 63 sinais, gravados em relevo. Esses sinais são combinados em duas filas verticais, com três pontos cada uma. A leitura se faz da esquerda para a direita. O sistema se adapta à leitura tátil, pois os pontos em relevo devem obedecer medidas padrão, e a dimensão da cela Braille deve corresponder à unidade de percepção da ponta dos dedos. Para o prefeito Rafael Tubarão, esse é mais um passo na inclusão. “Do mesmo jeito que é feito o trabalho de Libras com os surdos, será o Braille com alunos com deficiência visual. Nosso objetivo é mostrar a forma de comunicação deles e que eles precisam se apropriar disso. A inclusão dos alunos cegos e de baixa visão no sistema regular de ensino existe em Magé, mas agora teremos um trabalho específico e que poucas redes têm”, comemora. Curso de Braille para professores das salas de recursos Uma parceria da SMEC com a Universidade Federal Fluminense (UFF) promoveu em 2018 o curso de extensão “Adaptação e Transcrição de Recursos Didáticos para Alunos com Deficiência Visual”, para professores das salas de recursos multifuncionais, classe especial e do Centro Municipal de Atendimento Especializado. Ministrado pela mestranda do Curso de Profissional em Diversidade e Inclusão da UFF, Ana Claudia Nunes Pontes, o curso teve como objetivo disseminar práticas de adaptação e transcrição de recursos didáticos necessários à inclusão dos alunos cegos e de baixa visão no sistema regular de ensino. Além de oferecer uma formação continuada para trabalhar com a produção de materiais adaptados, oficinas pedagógicas de Braille e produção de trabalhos adaptados para baixa visão. Fotos: Gerson Peres 


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