Polícia apura o que pode ser mais um caso de intolerância religiosa no Rio


O Babalorixá Jone de Ode, teve a sua casa invadida e seus objetos sagrados quebrados, nessa madrugada. O crime aconteceu em Maricá, local do seu terreiro. Praticante há 23 anos do candomblé - religião de matriz africana e há 10 anos como dirigente da casa, estava bastante nervoso e consternado. Agora na parte da tarde, foi para 82º Policia Civil, para dar queixa. Na manhã desta terça, 17, a mãe do sacerdote passou na casa e encontrou um homem no local. Ao ser questionado o que fazia ali, alegou que estava sem moradia, que sua casa havia sido invadida pela água. Foi alertando então, que não poderia ficar naquele área, que era um lugar sagrado e propriedade particular. Já a noitinha, ela voltou ao local com policias e ainda encontrou o suspeito, que disse que já estava indo embora. Nesya quarta, 18,  o dirigente, que mora no Rio, recebeu um ligação e foi direto para o terreno, encontrando todas as louças de orixás quebradas e jogadas nos fundo da casa, além de portas arrancadas, entre outros objetos destruídos. Não se sabe a co-relação com o suspeito, mas a casa sofreu uma invasão e intolerância religiosa no assentamento. "Encontrei tudo quebrado e jogado no fundo da casa, meu sagrado foi quebrado, foi invadido, uma total falta de repeito, foi construindo com muito sacrifício...", alegou Jone, completamente desesperado. "Como sacerdote e cidadão eu exijo respostas e a punição exemplar sobre os algozes desse crime. Me solidarizo com Babalorixá Jone de Odé, e vamos juntos buscar respostas. Pois a intolerância religiosa não é a melhor estratégia para a construção da coexistência pacífica", afirmou Ivanir dos Santos - Prof. Dr. (UFRJ), Babalawô e interlocutor da CCIR, que vem há anos no combate à Intolerância Religiosa. 

Video do babalorixa


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