Arrancar um sorriso de alguém, essa é a missão do palhaço Will Will


Ele está nas ruas, nos trens e nos hospitais. Onde tem pessoas cansadas, tristes, assoberbadas e doentes, lá está ele para tentar amenizar o sofrimento. Uma profissão ou uma missão de vida. Wdson França prefere tratar como missão, algo que também lhe serve como sustento. Esse trabalho foi descoberto pela ALP produções que lhe ofereceu o prêmio “Destaque Baixada 2019”. Ele participa de uma confraria de palhaços da Baixada.

Há mais de 20 anos o palhaço Will Will ganha a vida arrancando sorrisos. “Uni o útil ao agradável. Eu gosto do que eu faço e nada melhor do que ganhar dinheiro promovendo risos. Temos histórias fascinantes de pessoas que sonham com o palhaço, ou seja, nosso trabalho ficou na mente daquela criança. É bom saber que melhoramos o dia de alguém que estava triste. A palhaçaria surgiu há 20 anos quando eu estudava com um instituto psiquiátrico e ali eu tive uma prática e então eu resolvi ir onde estavam precisando de mim.” enfatiza.

Ao ser perguntado sobre a montagem do espetáculo, o palhaço lembra de que o improviso é um grande aliado. “O trabalho da palhaçaria segue um roteiro técnico com cenas clássicas, mas os improvisos sempre nos ajudam muito e não existe lugar melhor do que onde está o público” Lembrou.

No seu dia a dia, Widson França é mais compenetrado, para obter mais respeito alheio, conta. “Eu acabo me contendo para que as pessoas me levem mais a sério. Além do fato de as pessoas não valorizarem a cultura, ainda tem a questão do preconceito por conta da cor, etc. Não dá para ser palhaço o tempo todo, mas eu mantenho minha alegria interior, apesar da lenda de que todo palhaço é triste ou muito sofridos.

Assista a entrevista de vídeo:


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