Prof. Nilton Moreira é o novo presidente da Câmara Municipal de Queimados


Prof. Nilton Moreira é o novo presidente da Câmara Municipal de Queimados

O ver. Prof. Nilton Moreira (MDB) foi eleito com 16 votos, representando uma unanimidade neste dia, como o novo presidente da Câmara Municipal de Queimados no lugar do ex-presidente Ver. Milton Campos do mesmo partido. Na chapa se mantiveram os vereadores Tuninho Vira Virou (Progressista) como vice-presidente e Dr. Fátima Sanches (MDB) como secretária. Ela pediu afastamento em solidariedade à Milton Campos e Getúlio de Moura (Progressista) assumiu sua cadeira.

Duas chapas se inscreveram para concorrer à nova mesa diretora da Câmara na manhã desta terça, 3 de setembro. À primeira do ver. Cacau Nogueira (MDB) e a segunda com o ver. Prof. Nilton Moreira como cabeça de chapa, mas com à retirada espontânea de Cacau da disputa, a chapa do prof. Nilton Moreira, escolhido pelo grupo dos dez vereadores ( Getúlio de Moura, Bira Birinha, Wilsinho dos Três Fontes, Tuninho Vira Virou, Júlio do Inconfidência, Adriano Moriê, Maurício do Vila, Alcinei Duarte, Antônio Almeida e Prof. Nilton Moreira), foi eleita por unanimidade. Até mesmo os vereadores que eram aliados ao ex vereador Milton Campos também votaram no professor.

O vereador Cacau Nogueira (MDB) justificou que sua retirada foi em respeito ao colega de partido. “Eu não sabia que ele seria o candidato indicado pelo grupo dos dez, por isso inscrevi minha chapa, mas diante da informação, não tem porquê competir com o colega de partido. Na hora que o senhor estiver naquela cadeira pode contar comigo, assim como defendi o Milton que também era do meu partido independente de qualquer coisa”, enfatizou.

"Fui eleito três vezes mas ainda não me sentia eleito na plenitude porque não era respeitado"

Em seu discurso de posse o presidente eleito, Ver. Prof. Nilton Moreira (MDB), destacou que não se sentia vereador em sua plenitude mesmo estando em seu terceiro mandado como um dos vereadores mais votados nas últimas legislaturas. “Nessa legislatura eu fui o mais votado com quase três mil votos mas não me sentia um vereador em sua plenitude porque não era respeitado em minhas reivindicações mesmo sendo um grande parceiro do ex-presidente, mas como atual presidente eu tenho que zelar pelos 17 vereadores. Precisamos organizar esta casa. O diálogo com o executivo é muito importante, mas a estrada tem que ser de mão dupla”, observou o presidente.

Prof. Nilton, destacou também a importância de estar prestando um serviço direto a quem o elegeu. “Eu tenho que representar a população queimadense que me elegeu em primeiro lugar”. Muito aplaudido, Nilton acrescentou que irá fazer um marco entre o passado e o presente. "Esse parlamento hoje ficará na história porque desde a emancipação que tínhamos um só poder nesta casa. Ganhamos a primeira luta, mas ainda tem muita coisa a se fazer. Temos que mexer no regimento interno e Lei Orgânica para acabar com reeleição de presidente, entre outras questões importantes para o desenvolvimento e democratização desta casa de leis. Vamos acabar com cargo vitalício de presidente”, disse.

O presidente pegou o microfone e ficou de pé no meio da plenária para destacar que estará trabalhando não somente pelos 17 vereadores mas pelo povo. “ Eu não sou apenas uma figura administrativa. Os vereadores são soberanos nas decisões da casa. Eu tenho sempre que acatar a maioria. Em nenhum momento eu desejei estar nesta posição, mas aceitei o desafio. Estamos aqui para garantir os direitos do povo e garantir o diálogo", o novo presidente fechou o discurso com a execução dos hinos nacional e da cidade. A sessão durou mais de três horas, finalizando às 12h:10min.

Vereadores fazem suas primeiras indicações ao novo presidente

O Ver. Antônio Almeida (PSDB) subiu à tribuna para dizer que se sente honrado em estar no parlamento neste momento de mudança e lembrou das dificuldades de diálogo com a antiga gestão da Casa. “A presidência dessa Casa nunca foi fácil de se lidar. Nunca me senti representado. Espero que o próximo presidente respeite essa Casa e que haja independência de poderes para que não troquemos seis por meia dúzia. Já tive algumas divergências com o atual presidente e continuarei lutando pela nossa independência política”, enfatizou. O vereador aproveitou o ensejo para pedir que o presidente contrate uma auditoria para investigar os processos administrativos.

Ele também pediu mais transparência com as contas da Câmara. “Meu primeiro pedido ao presidente eleito é que se contrate uma auditoria imediata. Primeiro porque essa casa nunca havia apresentado balancetes de prestação de contas. As contas apesar de termos cerca de dez milhões de orçamento, nunca fecham no final do ano. Meu segundo pedido é que seja divulgada no site as despesas mensais. Precisamos jogar luz em muitas questões que estão obscuras”, finalizou.

Enfatizando a fala de Antônio, o vereador Adriano Moriê (PRP) foi à tribuna para destacar sua luta pela divisão dos poderes para garantir a independência. "Eu acredito que conseguiremos caminhar com parcimônia e que o presidente fará uma gestão igualitária. Espero que a população e os vereadores se sintam representados. Fico muito feliz em ter participado deste momento único. Sei que minha vida e família correm riscos mas vamos prosseguir porque tenho fé na justiça divina que diz 365 vezes "não temas”, destacou.

Vereador Tuninho abriu mão da presidência e preferiu a cadeira de vice

O ver. Tuninho Vira Virou (Progressista) abriu mão da cadeira de presidente e preferiu continuar na vice-liderança da Casa. Na tribuna destacou que nunca lutou pelo poder e parabenizou a eleição de seu presidente. "É um motivo de muita alegria esse momento. É meu primeiro mandato efetivo, o primeiro foi uma suplência, e estou feliz em fazer parte deste momento de resgate da democratização do poder. Quero enfatizar as falas dos vereadores que não podemos ser reféns do executivo. Temos que mudar nossas leis internas para garantir essa democratização. já tenho 62 anos de idade e fico muito feliz em participar deste processo. Peço uma salva de palmas aos 10 vereadores guerreiros que lutaram incansavelmente por este momento", finalizou.

A democracia quando é dirigida por muito tempo por um gestor, se torna uma ditadura, destacou o vereador Getúlio do Tutu (Progressista). "Tínhamos nossas demandas engavetadas. Hoje estamos vivendo um fato inédito. Em 2014 fui o único vereador a dizer não a gestão anterior. Quero parabenizar o Tuninho por conduzir este momento com tanta sabedoria. Ele não se deixou levar pelo poder e não se colocou como candidato, dando uma grande lição de caráter”, destacou.

Getúlio lembrou que a escolha do nome do prof. Nilton para a presidência ocorreu com tranquilidade dentro do grupo dos dez vereadores. “O novo presidente também não usou de nenhum artifício para estar nesta cadeira. A escolha foi natural e de todo o grupo. Mesmo tendo alguns atritos com ele, eu também votei com grande respeito e espero que o senhor cumpra a lei orgânica e o regimento interno porque estarei na fiscalização", finalizou fazendo um pedido: não me ligue uma hora da manhã daqui para a frente.

Vereadores receberam cartas de ameaças durante o processo de investigação

O vereador Alcinei Duarte (PTB) lembrou sobre as cartinhas de ameaças que alguns vereadores receberam mas que nem por isso pararam as investigações. “Venho parabenizar a tranquilidade do processo eleitoral e a coragem dos vereadores que chegaram a ser ameaçados. Temos família, mas também temos coragem para continuar com as investigações”, destacou.

O vereador Wilsinho do Três Fontes (MDB) também parabenizou o novo presidente e também sua esposa por aguentar os momentos de aflição como as ameaças. “Como foi colado por vários vereadores, é importante as melhorias em nosso regimento e Lei orgânica para garantir a democracia. Em meu primeiro mandato fico feliz que nossa atuação não tenha acabado em pizza como muitos achavam. Eu tenho um nome a zelar que é o do meu pai, ex ver. Wilson do Três Fontes. Vivi momentos difíceis até com recebimentos de bilhetinhos dizendo: "cuidado". Hoje temos resposta da justiça movido pela nossa investigação. Se tiver indícios, nós como vereadores temos que apurar. Fiz várias indicações para o meu bairro e até hoje não consegui nada. Acredito que a nova presidência vai saber encaminhar melhor nossas reivindicações", destacou.

O vereador Bira Birinha (PC do B), também destacou que mesmo sendo um suplente, esteve a vontade para exercer seu mandato com toda plenitude. “ Me senti contemplado por tudo que foi dito mas eu recordo que quando houve esse divisor de águas nesta câmara me perguntaram se eu estava do lado do Moriê ou da Drª. Fátima. E eu respondi que estava ao lado do povo. Eu confesso que não foi fácil, principalmente para um suplente. Vivemos um momento de reflexões. Não somos soberanos em nossas convicções. Precisamos entender as mudanças necessárias. As pessoas querem à mudança mas não querem que se mexa com elas, mas à oxigenação se faz necessária. Eu preciso ser justo com o poder executivo que me deixou à vontade para conduzir meu voto", finalizou.

Vereadora diz que não recebeu convite para participar de nenhuma CPI da Casa e pediu mais transparência nos processos investigativos

À ver. Dr. Fátima Sanches (MDB), aliada do ex-presidente Milton Campos, foi à tribuna reclamar que não participou de nenhuma CPI porque não foi convidada mas que também está disposta a investigar e punir os erros cometidos na casa legislativa. “Eu saí da mesa diretora em um gesto de solidariedade ao ex-presidente porque naquele momento ele disponibilizou todos os documentos para a investigação revelando total boa vontade nas investigações, mas deixo claro que qualquer coisa errada deve ser apurada sim e estou à disposição para colaborar também. Quero parabenizar o novo presidente e que ele traga harmonia para a casa", destacou. O ver. Getúlio destacou que a CPI foi apresentada a todos os vereadores e a mesma poderia ter se oferecido a qualquer momento.

Outro aliado de Milton Campos, o ver. Elerson Leandro (PPS), também disse que não entendia que o vereador Milton tivesse sido conivente com a fraude no concurso e por isso não participou desta CPI mas que está à disposição para outras que vierem. “Quero parabenizar vossa excelência e parabenizar o ver. Cacau por retirar sua candidatura em nome da unidade. Quero dizer que eu achei por bem não assinar o requerimento porque naquele momento eu pensava da mesma maneira, mas qualquer outra CPI estarei pronto para assinar. Existem muitos outros fatos a serem apurados na cidade como o estacionamento rotativo, lançado recentemente pelo executivo, por exemplo", observou.

O presidente da Comissão Processante que investiga os atos de improbidade administrativa do ex-presidente Milton Campos, o ver. Júlio do Inconfidência (PSDB) lembrou que chegou a ser chamado de louco quando pediu a abertura da Comissão. "Eu disse que o imperialismo estaria no fim. Isso aconteceu com a união dos dez vereadores. Me chamaram de louco mas se observamos os loucos sempre deixam marcos na história. Bira mesmo sendo suplente mostrou que tem voz e caráter. Quero deixar meu apoio as novas decisões de melhoria para todos nós e realmente a autonomia e representações de que a população espera de cada um de nós”, ressaltou.

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Milton Campos renuncia do cargo de presidente da Câmara Municipal de Queimados

Assim que os vereadores resolveram abrir as CPIS para investigar os indícios de fraude no concurso público realizado pela Câmara Municipal de Queimados em 2016, em que o procurador Cássius Valério Teixeira teria apresentado um diploma de mestrado falso, além dos altos salários ainda em estágio probatório, o vereador Milton Campos resolveu se afastar da presidência da Casa para garantir a independência e transparência do processo investigativo, atitude que ele revogou com menos de uma semana.

As últimas sessões foram turbulentas e chegaram a levar os vereadores por duas vezes à delegacia da cidade para registrar boletins de ocorrência e pedidos de garantia da continuidade no andamento dos trabalhos ao Ministério Público. Até que na última segunda, 2 de setembro chegou à Câmara, a inusitada carta do próprio vereador Milton Campos solicitando afastamento do cargo por motivos não justificados no documento que foi lido em sessão extraordinária neste mesmo dia, resultando na abertura de eleição para nova mesa diretora imediatamente na manhã seguinte.

A carta de renúncia foi uma surpresa para a maioria dos vereadores, haja vista, a luta de Milton para se manter no cargo, conta o vereador Getúlio de Moura. “Foi uma surpresa para todos, tendo em vista, a sua grande luta para retomar seu cargo nas últimas sessões, em que nos levou duas vezes a parar na delegacia da cidade. No entanto, acreditamos que ele tenha chegado a conclusão de que sua passagem pela presidência já estava com os dias contados”, destacou.

Juiz Determina afastamento do procurador da Câmara

Juiz determina o afastamento de Cássius Valério do cargo de Procurador da Câmara Municipal de Queimados. À decisão foi motivada pelos altos indícios de prática criminosa contra o erário público.

Cassius foi acusado pelos vereadores de apresentar diploma falso de um curso de mestrado que teria feito na UNIG. Informação negada oficialmente pelo reitor. Diante deste documento, Cássius ganhou pontos extras que lhe renderam remunerações altíssimas na Câmara Municipal chegando 100% de gratificação em menos de 15 dias.

A comissão de inquérito parlamentar (CPI) diz que o procurador Cassius Valério Teixeira da Silveira, forjou o diploma de mestrado e assim obteve vantagens na prova de títulos. Segundo o presidente da CPI, vereador Adriano Moriê (PRP), o salário do procurador passou de R$ 8.736,25 para R$18.747,91. "Mesmo que o procurador já tivesse concluído o período probatório o benefício não poderia passar de 30%, nunca de 100% como ocorreu." Disse Moriê.

Vereadores fazem reunião com o secretário de Transportes sobre à implantação do estacionamento rotativo

À terça feira, 3 de setembro foi um dia agitado na Câmara Municipal de Queimados, depois de mais de 3 horas de sessão para à eleição da nova presidência da mesa diretora, os vereadores partiram para uma sabatina com o secretário de transportes, Allan Tavares convocado a pedido do vereador Getúlio de Moura (Getúlio do Tutu | Progressista). Foram duas horas e meia de muitos questionamentos sobre a implantação no novo sistema de estacionamento rotativo na cidade. Questões como a garantia do embarque e desembarque de alunos, vagas das farmácias, escolha das ruas e a tolerância de 15 minutos sem pagar, previsto no Código de Defesa do Consumidor, foram os temas mais destacados e reivindicados pelos vereadores e alguns comerciantes e usuários que também participaram ativamente da reunião.

O vereador Júlio do inconfidência lembrou que já foi multado em frente de uma farmácia em Queimados que virou ponto de táxi e reivindicou a volta destes pontos exclusivos. “Estou feliz com a convocação do secretário de transportes porque assim como eu, muitos moradores estão sofrendo com as multas injustas com estas sinalizações erradas. Fui multado na frente da farmácia", lembrou.

O vereador Getúlio que convocou o secretário pediu prazos para as mudanças na implantação do estacionamento rotativo e vistas no contrato da empresa prestadora do serviço. Getúlio também ressaltou a importância da tolerância para que o comerciante não perca vendas. "Temos muitas lojas fechando por conta da crise, imagine se todo comprador tiver que pagar estacionamento para entrar em uma loja no centro da cidade. Isso é um absurdo", ressaltou.

O secretário de transportes recebeu todas as reivindicações e prometeu reavaliar o projeto e dar uma resposta em uma semana aos vereadores, ele também destacou que o projeto está em fase de implantação e que ainda sofrerá muitas alterações e adaptações.

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