Deputado Max Lemos perde mandato por infidelidade partidária



O deputado estadual Max Lemos, eleito pelo MDB perdeu o mandato por infidelidade partidária. A decisão do TRE/RJ contou com três votos favoráveis e dois contrários. A votação foi transmitida ao vivo pelo site da instituição na tarde desta quarta (15) de julho. Votaram favoráveis ao pedido de desfiliação do deputado Max Lemos, os desembargadores: Gustavo Teixeira e Cláudio Dell`Òrto. Votaram contra o pedido de desfiliação: Guilherme Couto (Relator), Paulo Cesar Carvalho e Ricardo Alberto pela infidelidade. Com esta decisão, o deputado estadual Átila Nunes, primeiro suplente do partido assume a cadeira na Alerj.


O Deputado Estadual Max Lemos eleito pelo MDB com 59.672 votos pediu desfiliação do partido e filiou-se ao PSDB. Na justificativa do pedido, o político destaca a falta de democracia interna no partido já que a família Picciani já está à frente do mesmo há mais de 10 anos. Mesmo depois de ser preso, Jorge Picciani deixou seu filho Leonardo no comando. A defesa do deputado também denuncia o grande número de diretórios provisórios no estado, o que também fere a democracia interna do partido.



No entanto, os promotores não concordaram com as justificativas, tendo em vista os vários cargos importantes assumidos pelo deputado dentro do partido. O deputado também alega que dos 64 órgãos municipais provisórios ativos do MDB fluminense, a exata metade corresponde órgãos constituídos no ano de 2020, a partir de março, sem convenções municipais e sem deliberações colegiadas estaduais, mas os promotores lembraram que Max Lemos coordenou desde sempre o partido na cidade de Queimados e várias campanhas do partido em todo o estado do Rio.



Max Lemos também alega perseguição política dentro do partido, já que o partido não acatou seu desejo de ser candidato a prefeito da cidade vizinha, Nova Iguaçu. Segundo a defesa do deputado, sabendo do desejo do autor de ser candidato a Prefeito de Nova Iguaçu e de disputar uma convenção democrática para esse fim, o Presidente Leonardo, sem qualquer forma de consulta democrática partidária estadual ou municipal, selou apoio à reeleição do Prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PL). A alegação de "Justa Causa" para o pedido de desfiliação já que o deputado chegou a ser impedido de participar de convenção partidária não foi aceita pelo TRE/RJ. Vale ressaltar, que ainda cabe recurso no TSE.


Em nota, o deputado reafirma o sentimento de perseguição política por parte dos líderes do MDB, o que o motivou a sair do partido. A nota diz ainda, que o deputado continuará lutando em favor da manutenção de seu mandato e que também não desistirá de Nova Iguaçu. Leia a íntegra da nota:


*Nota oficial de Max Lemos


Em relação ao julgamento do colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ), na tarde desta quarta-feira (15), sobre a perda do mandato eletivo de Deputado Estadual, informo que respeito a decisão do referido colegiado, porém, continuo fortemente acreditando em Deus e na justiça.


Utilizaremos todos os recursos permitidos pela legislação brasileira, pois fomos eleito deputado estadual com 59.672 votos, e é por estes, que confiaram em nossa liderança que continuaremos lutando.


Todos sabem da grande perseguição e discriminação que venho sofrendo desde que aceitamos o desafio de liderar um grupo político que visa transformar e, principalmente, levar o desenvolvimento econômico para Nova Iguaçu.


Vamos continuar lutando, enfrentando as perseguições em nome de cada cidadão e cidadã que me confiaram o voto de deputado estadual. A mesma luta que tivemos por Queimados e deu certo, teremos por Nova Iguaçu! Não desistiremos de Nova Iguaçu!




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