UPA se nega a liberar causa da morte e família terá de entrar com um processo





Dona Lindaura Batista Matos, 73 anos, acordou animada porque iria receber a primeira dose da vacina contra a Covid19 em Queimados, cidade onde mora. Ela tinha um histórico de vida saudável, sem precedentes de hipertensão ou problemas cardíacos, subia e descia o morro da Caixa Dágua onde morava, mas horas depois que recebeu a vacina, teve picos constantes de pressão arterial, tontura e dores de cabeça. O dilema na UPA da cidade de Queimados começou por volta das 6h da tarde e só terminou 12 horas depois com o seu falecimento.


Dona Lindaura recebeu a primeira dose da CoronaVac contra a Covid19 nesta terça (16) ) e logo após algumas horas começou a sentir-se mal, com tonturas e a pressão arterial alta. Rapidamente a família encaminhou a paciente para a UPA da cidade de Queimados. A paciente recebeu medicação para baixar a pressão, realizou exames de urina e ficou no repouso por cerca de uma hora. Em seguida foi liberada. A família conta que algumas horas depois a paciente começou a passar mal novamente e retornaram para a unidade que medicou novamente com remédios para baixar a pressão. Essa rotina se repetiu por três vezes.


A neta conta que sua avó não tinha histórico de hipertensão e era uma pessoa muito ativa e estava bem de saúde. “Minha avó foi andando tomar a vacina junto com meu avô, mas depois de algumas horas começou a passar mal. Levamos à UPA onde ela passou por quatro médicos, todos deram medicação para baixar a pressão e mandarem ela de volta para casa. Até que da última vez também deram clonazepam junto com remédio para baixar a pressão e ela desmaiou. Achei que ela iria dormir e acordar mas ela não acordou mais”, conta chorando.


Tentamos contato com a direção local da UPA, mas não fomos recebidos, no entanto, a secretária municipal de saúde, Dr. Marcelle Naydar, intermediou a ação e chegou a oferecer a câmara fria da maternidade para receber a paciente para esperar uma autópsia. “Podemos oferecer a câmara fria da maternidade e tentar com o IML de Caxias a autopsia do corpo, mas não podemos retirar o corpo da unidade”, explicou. Segundo a secretária, somente o rabecão do Corpo de Bombeiros pode realizar este serviço e a Baixada Fluminense conta com somente um veículo para cobrir as 13 cidades. Como a UPA não possui câmara fria, os familiares resolveram não esperar e realizar o sepultamento e depois entrar com o pedido de exumação para a investigação da causa da morte. O sepultamento será no cemitério Envida Rio, nesta quinta, 17, às 11h.


A secretária explicou ainda, que existe um comitê de investigação sobre as possíveis reações da vacina e casos como o da senhora Lindaura devem ser levados a este comitê. “Se a família entrar com o pedido de exumação do corpo para realizar a investigação, seria de suma importância para a ciência”, destacou. A secretária se comprometeu com a família em ajudar neste processo.


UPA apresenta uma série de irregularidades no atendimento


A UPA de Queimados vem sendo denúnciada há alguns anos por precariedade no atendimento. Não tem leitos equipados para receber pacientes de Covid. Nem mesmo o básico que seria ar condicionado e respiradores, não existem no local, no entanto, é a única porta de entrada destes pacientes na cidade de Queimados depois da desmobilização parcial da Central de Covid que hoje atende apenas das 8h às 17h para transferências rápidas, como explicou a secretária.


Conversamos com o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Queimados, Vereador Antônio Almeida sobre a situação e ele anunciou uma visita à Comissão de saúde do Estado. “No dia 30 de março, temos uma agenda com a presidente da comissão de saúde da Alerj, Dep. Marta Rocha, para pedir socorro para nossa cidade. Entendemos que nossos pacientes estão sendo mal atendidos nesta UPa e não podemos continuar perdendo vidas em nossa cidade”, destacou.


UPA se nega a liberar o corpo da idosa para a famíliares


A idosa faleceu às 8:45 da manhã e até o fechamento desta matéria (17h:18) a UPA não tinha liberado o corpo que estava fora da câmara fria. Os familiares contam que o médico que assinou o óbito terminou o plantão e o médico atual não queria se responsabilizar pela liberação do corpo. Assista a reportagem completa nesta quinta (18)


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