Maternidade de Queimados não tem fonte de custeio e não se mantém com recursos próprios


Pagamentos dos funcionários já estão atrasados há mais de 22 dias

Depois de tantos boatos de que a maternidade iria fechar as portas novamente depois de ficar mais de seis anos fechada por falta de recursos, a secretária municipal de saúde de Queimados, Marcelle Naydar, afirmou em audiência pública realizada pela comissão de saúde da câmara municipal de Queimado nesta segunda (22) de que a instituição não tem fonte de custeio, mas que está lutando junto aos órgãos federal e estadual para gerar pactuações e convênios para a manutenção.


A Audiência Pública durou mais de quatro horas. A sabatina dos vereadores foi em torno das fontes de custeio, tanto da maternidade e do hospital de campanha que também está com os dias contados, no entanto, a maternidade ainda conta com um sopro de esperança de se manter de pé, por conta de sua necessidade constante para a cidade, explica a secretária de saúde Dr. Marcelle Nayda:


- Estamos buscando pactuar com outras cidades e os governos do Estado e Federal para que possamos gerar uma fonte de custeio para manter a maternidade. Conseguimos um recurso imediato para custear pelos próximos dois meses, mas temos um custo muito alto para a cidade. São mais de R$ 1.682/ mês o que gera mais de R$ 20 milhões/ano e a cidade não conta nem com R$ 5 milhões/ano para este fim”, explicou a secretária, no entanto, não se cogita a possibilidade de fechar a maternidade, segundo ela.


A Secretária também foi muito questionada sobre os atrasos nos pagamentos da prestadora de serviços que está repassando esse atraso aos funcionários que até esta segunda (22) ainda não haviam recebido seus salários como denunciado pelo Choque de Queimados, inclusive nos microfones da audiência pública. A empresa também gerencia alguns postos de saúde da cidade e o CETHID.



A grande preocupação da comissão de saúde da câmara municipal de Queimados é com a fonte de custeio da maternidade, como relata o presidente, vereador Antônio Almeida. “Como uma unidade foi programada para funcionar sem um fonte de custeio, isso é um grave problema de gestão que agora o atual prefeito terá de resolver. Os custos para o município são muito altos e praticamente inviáveis. Não tem como se manter desse jeito. Ou se faz uma pactual com outros esferas dos governos e instituições ou não terá como se manter”, relatou.



O assessor Jurídica da empresa SE LIGA, Fabiano Reis, destacou que os pagamentos estão atrasados por conta de burocracias internas da prefeitura. “Em 8 fevereiro entramos com pedido de pagamento. Isso está refletindo no atraso de pagamentos. Estamos recebendo mensalmente com atrasos desde a gestão passada. O mês de fevereiro não foi feito referente a janeiro”, relatou. Geralmente se abre o processo no 3º dia útil do mês, logo, está com 19 dias de atraso, confirmou o assessor.


A maternidade municipal de Queimados, conta com 43 leitos de baixa complexidade e já realizou depois da reinauguração: 1.719 nascimentos e cerca de 1.300 atendimentos por mês, além de cerca de 150 ultrassonografias por mês. O custo mensal da unidade é de R$ 1.682 milhões.


A empresa ainda atende a outros três postos de saúde. Entre os serviços realizados na maternidade estão: além dos partos, cirurgias eletivas, ultras e já realizou mais de de 1.300 consultas. A unidade não conta com atendimento neonatal.



Josué Silva da Costa, servidor há 21 anos na cidade de Queimados questionou quanto ao que está pactuado no orçamento para a maternidade. “A conta não fecha. Quando foi feita a licitação a SE LIGA tinha lastro financeiro para manter a maternidade é isso não está acontecendo nem por 40 dias de atrasos de pagamentos. Isso serve para outras prestadoras”, observou. O mesmo questionamento foi feito pelo jornalista Ismael Lopes: Como se abre uma maternidade sem ter custeio? Hélio Júnio do Choque, destacou a preocupação com os pagamentos para os funcionários que está demorando muito. “Quase um mês de atraso. Não temos esse dinheiro na nossa conta, o Estado que tem nos ajudado. Isso é um absurdo”, observou. A Saúde irá realizar uma nova audiência pública na próxima quinta (25) na Câmara Municipal de Queimados, marcada para às 14h para prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2020.



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